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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

SERGIPE: Medicamentos do SUS são descartados em local inapropriado


O Grupo Escoteiro Uirapuru encontrou no último sábado (26/11), na estrada do Povoado Conceição, entre os municípios de Santo Amaro das Brotas e Maruim (SE), medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), descartados em local inapropriado.
“Encontramos uma quantidade considerável de lixo na estrada que liga Santo Amaro das Brotas à Maruim, alguns quilômetros à frente da igreja que é tombada e é patrimônio nacional. Ao investigar melhor o lixo, observamos que não era um lixo comum (o que já seria um absurdo). Trava-se de medicamentos, seringas, ampolas de vacina antirrábica na validade e preservativos”, disse Gisele Késsia, uma das integrantes do grupo.
Jornal de Sergipe

O 29 de novembro que Chapecó não esquecerá: dor, união e reconstrução

Torcida da Chapecoense na Arena Condá (Foto: Reuters)Torcida da Chapecoense na Arena Condá (Foto: Reuters)
Era para ser uma semana de verde cintilante. A cor de Chapecó nunca chegou tão longe, nunca foi tão reluzente. De forma devastadora, uma tragédia sem precedentes na história do esporte colocou fim ao sonho da equipe de maior ascensão atual do futebol brasileiro. Nas ruas da cidade catarinense que tem o clube como maior orgulho, o luto uniu. Juntos na Arena Condá – palco de tantas alegrias em 2016 –, uma população chorou junto. Lágrimas da família dos jogadores, dos funcionários, dos colegas dos jornalistas. O luto oficial é de 30 dias, mas choramos todos no 29 de novembro que Chapecó jamais esquecerá. 
– A gente tem que continuar, não tem outra escolha. Por eles que se foram, por quem ficou. Vamos ter que reconstruir isso aqui com 25% das pessoas. Ficaram seis jogadores e quatro da comissão técnica. É muito difícil. Temos um preparador de goleiro, dois fisioterapeutas e médico. Mas temos que recomeçar porque não temos outra opção – disse Vitor Hugo, analista do time.
Vestiário Chapecoense (Foto: Reuters)Vestiário da Chapecoense: palco de festa na semana passada e de luto no dia 29 de novembro (Foto: Reuters)
Ao longo da terça-feira, aos poucos a dor convivia com o alento ao próximo em Chapecó. Parentes e amigos se abraçando e, mais do que nunca, desconhecidos em demonstração de compaixão. Anônimos que juntos formaram uma só voz que ecoou tão forte quanto o grito de ''É Campeão'' vindo das arquibancadas da Arena Condá. 
Por trás das câmeras também havia pesar. Os jornalistas que ali estavam para relatar a tristeza dos outros, desta vez, tinham que digerir suas perdas mais próximas. Passaram pela Arena Condá alguns parentes dos 21 colegas da imprensa que viajavam para a cobertura da final da Copa Sul-Americana. 
Torcida da Chapecoense na Arena Condá (Foto: Reuters)Símbolo do time, o pequeno mascote também não conteve o choro (Foto: Reuters)
– O que me resta é trazer o corpo do meu filho embora – disse Luiz Carlos, pai do jornalista Renan Agnolin, da Rádio Oeste Capital. Palavras que arrancaram lágrimas de colegas mais próximos do filho.
29 de novembro não podia colocar barreiras entre aquelas pessoas. Bem perto da grade que separa o gramado da arquibancada, os familiares do lateral Gimenez buscavam forças. Ouviram algumas vezes os mais de 10 mil torcedores repetindo o nome dele. A mãe não conseguia falar. A irmã, ainda incrédula, apenas dizia que ele era seu exemplo. Ao lado, parentes de membros da comissão técnica mortos se emocionavam.
– Eles eram uma família para nós. Tinha um respeito mútuo entre torcida e jogador. Perdemos vários membros da nossa a família. Não tem taça, não tem campeonato. Nada que explique esse sentimento de perda – disse um torcedor que chegou cedo para colocar velas no local. 
Por Chapecó, SC

Natural de Aracaju: Willian Thiego de Jesus, o zagueiro experiente e de gols que chamaram atenção do Santos

Por Medellin, Colômbia
Willian Thiego de Jesus, conhecido apenas como Thiego, morreu na queda do avião que levava o time da Chapecoense, jornalistas e convidados a Medellín, na Colômbia, para a final da Sul-Americana. O zagueiro viveu 30 anos, de 22 de julho de 1986 a 29 de novembro de 2016, quando a aeronave caiu na região de Antióquia. 
Thiego Chapecoense (Foto: Divulgação / Chapecoense )Thiego foi uma das 75 vítimas de acidente na Colômbia (Foto: Divulgação / Chapecoense )
Natural de Aracaju, em Sergipe, Thiego iniciou a carreira no futebol no Sergipe e se destacou em 2006, ainda aos 20 anos, e chamou atenção do Grêmio. A equipe gaúcha, então, contratou o defensor. Ele atuou no Tricolor de 2007 a 2009. No ano seguinte, iniciou a carreira no exterior: foi para o Kyoto Sanga, do Japão.
Apenas uma temporada depois, Thiego retornou ao Brasil para passar por Bahia, Ceará e Figueirense, em 2011, 2012 e 2013, respectivamente. O Khazar, do Azerbaijão, foi o clube do zagueiro nas temporadas 2013/14 e 2014/15. No segundo semestre do mesmo ano, ele começou a carreira na equipe em que mais jogou: a Chapecoense. 
Ao todo, Thiego disputou 84 partidas e marcou nove gols pelo time catarinense. 
As boas atuações de Thiego pela Chapecoense na atual temporada chamaram atenção do Santos, que buscava um zagueiro experiente para a Libertadores de 2017. No último domingo, depois da partida contra o Palmeiras, o defensor acertou os detalhes de sua transferência para o Peixe no ano que vem.
Um empresário, representando o Alvinegro, foi à Arena Palmeiras acompanhar o jogo válido pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro, e levou um pré-contrato para Thiego assinar. O vínculo do zagueiro com o Santos seria de dois anos, não fosse o trágico acidente desta terça-feira, na Colômbia. 
Thiego foi uma das 75 pessoas que morreram. Seis sobreviveram. O zagueiro Neto, o lateral Alan Ruschel e o goleiro Follmann estão entre os sobreviventes. Os outros três que escaparam vivos da tragédia são o jornalista Rafael Henzel e dois integrantes da tripulação: Ximena Suárez e Erwin Tumiri. O goleiro Danilo chegou a ser resgatado com vida, mas não resistiu.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Veja como votou cada senador no 1º turno da PEC do teto de gastos

Gustavo GarciaDo G1, em Brasília
Veja abaixo como votou cada senador no primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que estabelece um limite para os gastos públicos pelos próximos 20 anos. A lista foi divulgada no site do Senado.

Por se tratar de uma proposta de mudança na Constituição, a proposta, para ir a segundo turno, precisava ser aprovada por pelo menos três quintos dos parlamentares (49 dos 81) e recebeu 61 votos (14 senadores foram contra).

Conluída a análise em primeiro turno, a PEC deverá ser analisada em segundo turno no próximo dia 13 de dezembro – no qual também precisará do apoio de, ao menos, 49 senadores.
Veja como cada senador votou no 1º turno da PEC do teto de gastos (Foto: Reprodução)
Veja como cada senador votou no 1º turno da PEC do teto de gastos (Foto: Reprodução)

Senado aprova em primeiro turno texto-base da PEC do teto de gastos

Gustavo GarciaDo G1, em Brasília
O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (29), em primeiro turno, por 61 votos a 14, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que estabelece um limite para os gastos públicos pelos próximos 20 anos.

Saiba como cada senador votou no primeiro turno

Para concluir a votação, os senadores ainda precisam analisar três destaques (sugestões de alteração ao texto).

Por se tratar de uma proposta de mudança na Constituição, a proposta precisava ser aprovada por pelo menos três quintos dos parlamentares (49 dos 81). Concluída a análise em primeiro turno, a PEC deverá ser analisada em segundo turno – previsto para 13 de dezembro – no qual também precisará do apoio de, ao menos, 49 senadores.

Enviada pelo governo ao Congresso Nacional no primeiro semestre deste ano, a proposta é considerada pela equipe econômica do presidente Michel Temer como principal mecanismo para o reequilíbrio das contas públicas.
Durante a sessão desta terça, a medida foi criticada por senadores que fazem oposição ao Palácio do Planalto. Os oposicionistas chamaram o texto de "PEC da maldade" porque, na visão deles, a proposta vai "congelar" os investimentos em saúde e educação.

Inicialmente, somente os líderes partidários encaminhariam os votos, mas o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deixou que todos os senadores inscritos pudessem discursar na fase de encaminhamento.

Embora tenha sido aprovada por 61 votos a 14, a PEC recebeu menos votos que o previsto pelo líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), que previa até 65 votos favoráveis à proposta.

Regras
A proposta estabelece que, nas próximas duas décadas, as despesas da União (Executivo, Legislativo e Judiciário e seus órgãos) só poderão crescer conforme a inflação do ano anterior.

Já para o ano de 2017, o texto institui que o teto de gastos corresponderá à despesa primária – que não leva em consideração os juros da dívida pública –, corrigida em 7,2%.

Nos demais anos de vigência da medida, o teto corresponderá ao limite do ano anterior corrigido pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Pelo texto da PEC, se um poder ou órgão desrespeitar o limite de gastos sofrerá, no ano seguinte, algumas sanções, como ficar proibido de fazer concursos ou conceder reajustes.

O texto permite, por exemplo, que um poder extrapole o teto. No entanto, nessa hipótese, será necessária a compensação do gasto excedente por outro poder.

Inicialmente, os investimentos em saúde e em educação entrariam no teto já em 2017, mas, diante da repercussão negativa da medida e da pressão de parlamentares da base, o governo concordou que essas duas áreas só se enquadrarão nas regras a partir de 2018.

Ficam de fora do alcance da proposta as transferências constitucionais a estados e municípios, além do Distrito Federal, os créditos extraordinários, as complementações do Fundeb, gastos da Justiça Eleitoral com eleições, e as despesas de capitalização de estatais não dependentes.

A PEC permite que, a partir do décimo ano de vigência do teto, o presidente da República poderá enviar um projeto de lei para mudar a forma de correção do limite.

Tentativas de mudanças
Contrários ao texto, senadores da oposição apresentaram emendas (sugestões de alteração) à proposta para que a população seja consultada para a PEC passar a valer. Eles também querem que o pagamento dos juros da dívida pública também sejam incluídos no teto.

No entanto, em menor número, a oposição deve ter dificuldades para promover mudanças na proposta.

A oposição também quer retirar do limite os investimentos em saúde e em educação.

Governistas pretendem derrubar quaisquer tentativas de alterações ao texto, pois eventuais modificações fariam a PEC ser reexaminada pela Câmara. O Planalto quer o texto promulgado pelo Congresso ainda neste ano.

Lados opostos
Relator da proposta, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), defende em seu parecer que, sem a imposição do teto, a dívida da União entrará em uma trajetória insustentável.

"O resultado final [sem o limite de despesas] é uma forte aceleração da inflação ou moratória, com consequências sobre o crescimento e a economia", diz.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), por sua vez, critica a previsão de a proposta vigorar por 20 anos. "É um arrocho por muito tempo", argumenta.

Sessão tumultuada
Antes do início da análise da PEC, Renan Calheiros suspendeu a sessão por cinco minutos para que dois manifestantes fossem retirados do plenário.

Aos gritos, Gláucia Moreli, que disse ser presidente da Confederação das Mulheres do Brasil, protestou contra o texto.

Ela foi retirada por seguranças, mas recebeu apoio de parlamentares petistas, como Lindbergh Farias (RJ), Regina Sousa (PI) e Paulo Paim (RS).

"Nós queremos as verbas da saúde, da educação, o orçamento da União ano passado foi destinado a banqueiros e só 5% para a saúde. Como vai ficar quem precisa de saúde e educação públicas? Ainda mais agora com 13 milhões de desempregados", disse Gláucia a jornalistas após ser retirada do plenário.

Do lado de fora, manifestantes contrários à PEC entraram em confronto com a Polícia Militar. Enquanto isso, Eunício Oliveira (PMDB-CE), relator da proposta, lia seu parecer favorável à aprovação do texto.

Ao longo da sessão, vários senadores da oposição pediram a Renan que liberasse o acesso às galerias do Senado. Eles queriam que representantes de movimentos sociais pudessem acompanhar a votação.

No entanto, Renan manteve as galerias fechadas ao público, alegando que a presença dos manifestantes poderia provocar tumultos no plenário.

Ato contra a PEC do teto de gastos reúne 10 mil em frente ao Congresso

Um carro em chamas é visto durante um protesto na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, contra a PEC 55, que limita os gastos públicos para os próximos 20 anos (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)Um carro em chamas é visto durante um protesto na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, contra a PEC 55, que limita os gastos públicos para os próximos 20 anos (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Estudantes e ativistas políticos entraram em conflito com policiais militares na tarde desta terça-feira (29) durante protesto contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 – que limita os gastos do governo pelos próximos 20 anos – em frente ao Congresso Nacional. O grupo virou carros que estavam estacionados de baliza na lateral da Esplanada, e a corporação reagiu com bombas de gás lacrimogêneo.
Os manifestantes quebraram, então, vidros e aparelhos de ar condicionado dos ministérios do Esporte e Desenvolvimento Agrário e da Educação, arrancaram placas de trânsito, quebraram orelhões e atearam fogo a veículos. Por volta das 20h50, a Esplanada dos Ministérios já tinha sido liberada, mas os manifestantes davam continuidade ao ato na rodoviária do Plano Piloto. Pouco antes das 22h40, a PEC foi aprovada em primeiro turno no Senado.
Uma barricada foi montada na pista, com sacos de lixo, entulho e banheiros químicos. O Museu Nacional e outros prédios da Esplanada foram pichados. A PM voltou a dispersar bombas de gás na tentativa de dispersar o grupo.
Pelo menos quatro garotos foram detidos – três estavam com soco inglês. O ato ocorre no mesmo dia em que o Senado deve analisar a PEC em primeiro turno e a Câmara, as medidas anticorrupção.
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Manifestantes atira um coquetel molotov em direção a policiais durante protesto contra a PEC 55, que limita os gastos públicos para os próximos 20 anos, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (Foto: Eraldo Peres/AP)Manifestantes atira um coquetel molotov em direção a policiais durante protesto contra a PEC 55, que limita os gastos públicos para os próximos 20 anos, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (Foto: Eraldo Peres/AP)
Em balanço divulgado no fim da noite, o governo do Distrito Federal informou que, além das quatro prisões, cinco ocorrências por dano foram registradas na Polícia Federal. O Corpo de Bombeiros fez 40 atendimentos sem gravidade. Na avaliação do governo, a PM "agiu dentro dos padrões técnicos para o enfrentamento desse tipo de situação e procurou preservar o patrimônio e a segurança das pessoas".
Parte do grupo aplaudiu os atos de vandalismo. Pelo menos três pessoas passaram mal durante o tumulto. Os manifestantes gritavam “Fora, Temer”, “Não à PEC”. Outra parte dos manifestantes pediu a policiais militares que fizessem um cordão em volta da pista para garantir a segurança dos que não estavam envolvidos com a confusão.
Pichações no Museu Nacional de Brasília durante protesto contra a PEC que limita o teto de gastos nesta terça-feira (29) (Foto: Luiza Garonce/G1)Pichações no Museu Nacional de Brasília durante protesto contra a PEC que limita o teto de gastos nesta terça-feira (29) (Foto: Luiza Garonce/G1)
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Vidros quebrados e aparelhos de ar condicionado danificados no prédio do Ministério do Esporte e do Desenvolvimento Agrário nesta terça-feira (29), durante protesto contra PEC que limita teto de gastos (Foto: Luiza Garonce/G1)Vidros quebrados e aparelhos de ar condicionado danificados no prédio do Ministério do Esporte e do Desenvolvimento Agrário nesta terça-feira (29), durante protesto contra PEC que limita teto de gastos (Foto: Luiza Garonce/G1)
Em nota divulgada no fim da noite, o governo do Distrito Federal disse "repudiar os atos de vandalismo e de barbárie cometidos no decorrer do dia de hoje", e que "a violência política é inaceitável e deve ser combatida".
Também em nota, a União Nacional dos Estudantes (UNE) criticou a postura dos policiais. "Não incentivamos qualquer tipo de depredação do patrimônio público. O que nos assusta e nos deixa perplexos é a polícia militar do governador Rollemberg jogar bombas de efeito moral, gás de pimenta, cavalaria e balas de borracha contra a estudantes, alguns menores de idade, que protestam pacificamente. Esse é o reflexo de um governo autoritário, ilegítimo e que não tem um mínimo de senso de diálogo."
O porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola, fez um pronunciamento no Palácio do Planalto informando que o presidente Michel Temer "repudia" os atos de "vandalismo, destruição e violência".
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Grupo arranca placa de trânsito durante protesto em Brasília nesta terça-feira (29) contra a PEC que limita o teto de gastos (Foto: Luiza Garonce/G1)Grupo arranca placa de trânsito durante protesto em Brasília nesta terça-feira (29) contra a PEC que limita o teto de gastos (Foto: Luiza Garonce/G1)
O ministro da Educação, Mendonça Filho, condenou de forma veemente os fatos ocorridos hoje na Esplanada dos Ministérios, particularmente no MEC, que foi invadido por mascarados com pedaços de ferro e pedras, destruindo móveis,computadores, cadeiras, vidraças, divisórias e depredando outros bens públicos.
"Os servidores do MEC viveram clima de terror. Isso é inaceitável. Como democrata que sou, entendo o direito de protesto, mas de forma civilizada, respeitando o direito de ir e ir. O que vimos hoje foram atos de violência e vandalismo contra os servidores públicos e contra o patrimônio", afirmou.
A Secretaria de Segurança Pública informou que cerca de 10 mil pessoas se reuniam no gramado da Esplanada dos Ministérios no início da noite – o G1 tenta uma estimativa dos manifestantes. Policiais legislativos fizeram um cordão de isolamento em frente ao espelho d'água para evitar que os grupos avançassem em direção às entradas da Câmara e do Senado.
Policiais atiram bombas de gás em estudantes durante protesto contra a PEC 55, que limita os gastos públicos para os próximos 20 anos, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (Foto: Andressa Anholete/AFP)Policiais atiram bombas de gás em estudantes durante protesto contra a PEC 55, que limita os gastos públicos para os próximos 20 anos, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (Foto: Andressa Anholete/AFP)
Um estudante da Universidade Federal de Minas Gerais de 20 anos informou que o tumulto começou no espelho d’água, quando manifestantes jogaram água em policiais. Ele conta que um militar reagiu com spray de pimenta depois de uma ser atingido por uma garota.
Outra jovem, do Rio de Janeiro, diz considerar o protesto importante. "São 20 anos que eu vou sofrer, meus filhos [também vão sofrer]. E não tem nenhuma consulta ao povo."
Manifestantes se reúnem em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, em ato contra a PEC do teto de gastos (Foto: Gustavo Garcia/G1)Manifestantes se reúnem em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, em ato contra a PEC do teto de gastos (Foto: Gustavo Garcia/G1)
Manifestantes quebram um carro estacionado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, durante protesto contra a PEC 55, que limita os gastos públicos para os próximos 20 anos (Foto: Eraldo Peres/AP)Manifestantes quebram um carro estacionado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, durante protesto contra a PEC 55, que limita os gastos públicos para os próximos 20 anos (Foto: Eraldo Peres/AP)
Os manifestantes carregavam cartazes com críticas à PEC e entoavam palavras de ordem contra o presidente da Repúblicao, Michel Temer. Um grupo de estudantes de arquitetura da UnB fez uma "forca móvel" com bonecos representando saúde e educação. Havia pelo menos quatro carros de som durante o protesto.
Um ônibus da Polícia Militar ficou estacionado no gramado central da Esplanada, e banheiros químicos foram instalados na região. Ambulantes aproveitaram o protesto para vender pipoca, picolé e água.
Trânsito
Por volta das 17h, o trânsito foi interditado no Eixo Monumental no sentido Esplanada-Torre de TV, entre o Congresso Nacional e a rodoviária do Plano Piloto. A recomendação era para que os motoristas utilizassem a via S2, que segue no mesmo sentido e passa por trás dos ministérios.
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Um carro em chamas é visto durante um protesto na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, contra a PEC 55, que limita os gastos públicos para os próximos 20 anos (Foto: Andressa Anholete/AFP)Um carro em chamas é visto durante um protesto na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, contra a PEC 55, que limita os gastos públicos para os próximos 20 anos (Foto: Andressa Anholete/AFP)
A concentração dos estudantes começou no fim da manhã, em frente ao Museu Nacional. O governo do DF informou que "equipes da Polícia Militar acompanham desde cedo a movimentação na região central". O ato também é monitorado por câmeras do Centro Integrado de Comando e Controle. A marcha começou por volta de 17h.
PEC do teto
A proposta em análise no Senado estabelece que as despesas da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) só poderão crescer conforme a inflação do ano anterior. O texto é considerado pelo governo um dos principais mecanismos garantir o reequilíbrio das contas públicas.
Pelo texto da PEC, se um poder desrespeitar o limite de gastos sofrerá, no ano seguinte, algumas sanções, como ficar proibido de fazer concurso público ou conceder reajuste a servidores.
Inicialmente, os investimentos em saúde e em educação entrariam no teto já em 2017, mas, diante da repercussão negativa da medida e da pressão de parlamentares aliados, o governo concordou em fazer com que essas duas áreas só se enquadrem nas regras a partir de 2018.

O dia mais triste: relembre a carreira dos 19 jogadores e do técnico Caio Jr

Por Chapecó, SC
O futebol brasileiro enfrentou na madrugada do último dia 29 de novembro de 2016 a sua maior tragédia. Não havia limites para a Chapecoense. Da Série D para a A em cinco anos, estável, admirada, pronta para disputar uma final internacional. Era o céu. Um voo interrompido pelo acidente que derrubou o avião que transportava seus jogadores, sua comissão técnica, dirigentes e jornalistas incumbidos de registrar o histórico momento em que a querida Chape jogaria a decisão da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, em Medellín.
Entre os mortos, estavam 19 jogadores e o técnico Caio Júnior. A eles, o GloboEsporte.com presta sua homenagem. Clique nos nomes e veja texto e vídeos sobre cada uma das vítimas. 
DANILO
Marcos Danilo Padilha (goleiro): 31/7/1985 - 29/11/2016
Obituário Chapecoense Danilo (Foto: Agência Getty Images)


MATEUS CARAMELO
Mateus Lucena dos Santos (lateral-direito): 30/8/1994 - 29/11/2016
Obituário Chapecoense Mateus Caramelo (Foto: Site Oficial da Chapecoense)



GIMENEZ
Guilherme Gimenez de Souza (lateral-direito): 18/6/1995 - 29/11/2016
Obituário Chapecoense Gimenez (Foto: Site Oficial da Chapecoense)

THIEGO
William Thiego de Jesus (zagueiro): 22/7/1986 - 29/11/2016
Obituário Chapecoense Thiego (Foto: Marcos Ribolli)


FILIPE MACHADO
Filipe José Machado (zagueiro): 13/3/1984 - 29/11/2016
Obituário Chapecoense Filipe Machado (Foto: Agência Getty Images)
MARCELO
Marcelo Augusto Mathias da Silva (zagueiro): 26/8/1991 - 29/11/2016
Obituário Chapecoense Marcelo (Foto: Agência Estado)


DENER
Dener Assunção Braz (lateral-esquerdo): 28/6/1991 - 29/11/2016
Obituário Chapecoense Dener Assunção (Foto: Site Oficial da Chapecoense)

MATHEUS BITECO
Matheus Bitencourt da Silva (volante): 28/6/1995 - 29/11/2016
Obituário Chapecoense Matheus Biteco (Foto: Agência Getty Images)

JOSIMAR
Josimar Rosado da Silva Tavares (volante): 18/8/1986 - 29/11/2016
Obituário Chapecoense Josimar (Foto: Site Oficial da Chapecoense)





GIL
José Gildeixon Clemente de Paiva (meia): 3/9/1987 - 29/11/2016
Obituário Chapecoense Gil (Foto: Site Oficial da Chapecoense)

SÉRGIO MANOEL
Sérgio Manoel Barbosa Santos (meia): 8/9/1989 - 29/11/2016
Obituário Chapecoense Sérgio Manoel (Foto: Agência Corinthians)

CLEBER SANTANA
Cleber Santana Loureiro (meia): 27/6/1981 - 29/11/2016
Obituário Chapecoense Cleber Santana (Foto: Agência EFE)


ARTHUR MAIA
Arthur Brasiliano Maia (meia): 13/10/1992 - 29/11/2016
Obituário Chapecoense Arthur Maia (Foto: Agência Reuters)

ANANIAS
Ananias Eloi Castro Monteiro (meia-atacante): 20/1/1989 - 29/11/2016
Obituário Chapecoense Ananias (Foto: Agência Reuters)


BRUNO RANGEL
Bruno Rangel Domingues (atacante): 12/12/1981 - 29/11/2016
Obituário Chapecoense Bruno Rangel (Foto: Agência Getty Images)

AILTON CANELA
Ailton Cesar Júnior Alves da Silva (atacante): 18/11/1994 - 29/11/2016
Obituário Chapecoense Ailton Canela (Foto: Site Oficial da Chapecoense)




KEMPES
Everton Kempes dos Santos Gonçalves (atacante): 3/8/1982 - 29/11/2016
Obituário Chapecoense Kempes (Foto: Site Oficial da Chapecoense)

LUCAS GOMES
Lucas Gomes da Silva (atacante): 29/5/1990 - 29/11/2016
Obituário Chapecoense Lucas Gomes (Foto: Agência Estado)


TIAGUINHO

Tiago da Rocha Vieira Alves (atacante): 4/6/1994 - 29/11/2016
Obituário Chapecoense Thiaguinho (Foto: Site Oficial da Chapecoense)



CAIO JÚNIOR
Luiz Carlos Saroli (técnico): 8/3/1965 - 29/11/2016
Obituário Chapecoense Caio Junior (Foto: Editoria de Arte)



Info-QUEDA-AVIAO-Chapecoense-M (Foto: Infoesporte)(Foto: Infoesporte)

NA ESTRADA DA VIDA

Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto...

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