sábado, 18 de junho de 2011
NO DIVÃ
Toda manhã
Quando a Lua
Deitada em seu divã
Sem proteção, quase nua
Esconde-se do novo dia
O despertador se agita
Não toca suave, quase grita
É o clarão que se anuncia
Dos sonhos, como um raio
Eu caio
Saio
Arrasto
Da cama me afasto
Me escondo do espelho
Da minha cara de joelho
Lento
Sonolento
Ainda atordoado
Com cara de enjoado
Por força ou necessidade
Aos poucos vem a vontade
Me arrumo
Acerto o prumo
Tomo meu rumo
E abraço a cidade
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NA ESTRADA DA VIDA
Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto...

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