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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Remédios perdem descontos e preços sobem

O Sindusfarma diz
que os custos de produção subiram entre 30% e 40%


O Sindusfarma diz que os custos de produção subiram entre 30% e 40%

O preço dos remédios está sofrendo uma alta inesperada neste fim de ano, que pode pesar até 20% a mais no bolso do consumidor. Esses produtos têm o valor controlado pelo governo federal, que autorizou reajuste médio de 5,68% em abril. Agora, nesta segunda onda de aumentos, os preços sobem porque os fabricantes vêm reduzindo os descontos que ofereciam às farmácias. As redes, por sua vez, também acabam dando abatimentos menores aos clientes. Segundo fabricantes, a alta do dólar pressiona os custos de produção, então os descontos são cortados para manter as margens de lucro.
Representantes do setor dizem que os descontos nas farmácias variam muito de produto para produto, dependem da quantidade que elas compram dos fabricantes (quanto maior a compra, menor o preço) e da concorrência do segmento. Mas não era difícil encontrar abatimentos de até 60% nos produtos de marca oferecidos nas redes até alguns meses atrás. Entre os genéricos, dizem esses representantes, o percentual alcançava até 80%, principalmente entre produtos com muita competição no mercado. Atualmente, a faixa média de descontos para medicamentos de marca se deslocou para patamares mais baixos, chegando até a 40%. Nos genéricos, um desconto de 50% já é considerado muito bom negócio.
— Se havia um desconto e ele é reduzido, na prática há um aumento de preço. No caso de uma redução de um desconto de até 60% para até 40%, o reajuste é de 20% — explica Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor de pesquisas econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac).
Em levantamento informal feito em farmácias, foram encontrados descontos de 15% a 30% em medicamentos genéricos de uso contínuo, como a Atovarstatina, usada para baixar o nível de colesterol. Para o cliente que leva mais de três caixas do medicamento, o desconto sobe para 40%. Para a Finasterida, que previne a calvície, a caixa com 30 comprimidos sai por R$ 52,08. Quem leva três caixas ganha desconto de 38,86%, já que o valor de cada uma cai para R$ 31,31. Em medicamentos de marca, como o Lasix, para controle da hipertensão, existem descontos entre 7% e 25%.
Troca por genérico
A dona de casa Márcia Bueno, de 41 anos, percebeu que os descontos no preço dos medicamentos encolheram há pelo menos dois meses. Ela toma remédio de uso contínuo para hipertensão e trocou o medicamento de referência pelo genérico para economizar. Márcia pagava R$ 13,09 pela caixa de 40mg do Lasix, que com desconto chegava a R$ 9,70, baixa de 25,89%. No mês passado, só encontrou o produto por R$ 14,38. O desconto oferecido foi de apenas 4,7%, levando o preço a R$ 13,70. Descontos acima de 40% não foram encontrados.
De acordo com Telma Salles, presidente da Pró-Genéricos, entidade que representa os fabricantes destes produtos, em média, a diferença de preços entre os genéricos e os medicamentos de marca ficava em 50%. Agora, a diferença caiu para 40%, o que indica que a redução dos descontos também acontece nos genéricos. Por lei, os genéricos devem ser pelo menos 35% mais baratos que os medicamentos de marca.
O Sindusfarma, entidade que representa empresas fabricantes da indústria farmacêutica, explica que os custos de produção tiveram alta entre 30% e 40%, considerando o dólar, que acumula alta em torno de 46% no ano, o aumento da energia e os gastos com mão de obra. Como o preço dos remédios é controlado pelo governo e só aumenta uma vez no ano, não há como repassar esse gasto maior.
Fonte: O Globo (Crédito/nauzero.com)
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