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domingo, 8 de novembro de 2015

POR TRÁS DAS LENTES

Chega mais: a fotografia de vida selvagem bem de perto

por João Marcos Rosa / National Geographic Brasil
Ouriço-cacheiro fotografado com uma lente 24mm produzida na Estação Ambiental de Volta Grande para projeto da UFOP - Foto: João Marcos Rosa
Ouriço-cacheiro fotografado com uma lente 24mm produzida na Estação Ambiental de Volta Grande para projeto da UFOP – Foto: João Marcos Rosa
“Se suas fotos ainda não estão boas o suficiente é porque você ainda não está perto o suficiente”, dizia o lendário fotógrafo da Agência Magnum, Robert Capa. Essa proximidade, que no caso se referia as cinco guerras que cobriu, se instaura cada dia mais na fotografia de vida selvagem. E National Geographic, sempre na vanguarda, já há tempos busca imagens intimistas que coloquem os leitores cara a cara com os animais retratados.
Jararaca-ihôa fotografada com uma lente 24mm na Ilha Queimada Grande - Foto: João Marcos Rosa
Jararaca-ihôa fotografada com uma lente 24mm na Ilha Queimada Grande – Foto: João Marcos Rosa
Me arrisco a dizer que essa proximidade é hoje uma necessidade de sentir de forma quase tátil as imagens. Fotos produzidas com teleobjetivas, trazem retratos com a espécie  comprimida em distintos planos e com o fundo desfocado, o que traz detalhes do animal, mas o isola de seu ambiente. Claro que para algumas espécies essa é a única forma de registrá-las e mostrar seus comportamentos, por isso essas imagens seguem compondo boa parte das histórias, mas fotos que retratam os animais como se o leitor estivesse ali presente, fazem cada vez mais parte desses ensaios.
Araras-azuis-de-lear fotografadas na Estação Biológica de Canudos, com uma lente 17mm e com disparo feito com controle remoto - Foto: João Marcos Rosa
Araras-azuis-de-lear fotografadas na Estação Biológica de Canudos, com uma lente 17mm e com disparo feito com controle remoto – Foto: João Marcos Rosa
armadilha fotográfica foi a ferramenta que proporcionou inicialmente essa aproximação. Usada também para resgistrar animais esquivos e tímidos, ela também acaba por compor cenas do ambiente daquele animal como foi na maravilhosa reportagem sobre os tigres de Michael “Nick” Nichols, publicada na edição de dezembro de 1997 (Veja o making of https://www.youtube.com/watch?v=4BQ1_vxV_nE), ou mesmo pelo incrível ensaio sobre os leopardos-das-neves realizado por Steve Winter.
Essa ferramenta é muito útil mas tem diversas limitações, sendo a principal delas a ausência do fotógrafo na cena. Assim, é preciso contar com uma imensa boa vontade do bicho retratado e uma boa pitada de sorte.
Capivaras no Museu de Arte da Pampulha, fotografadas com uma lente 17mm - Foto: João Marcos Rosa
Capivaras no Museu de Arte da Pampulha, fotografadas com uma lente 17mm – Foto: João Marcos Rosa
Outras maneiras de se chegar a esses retratos é com o uso do controle remoto. Instalamos uma câmera em um local onde haja a possibilidade de o animal passar, ou próxima a uma toca ou ninho, respeitando os limites impostos pela espécie, e monitoramos. Se o bicho cruzar o quadro, o fotógrafo dispara o controle. Essa ferramenta já proporciona um pouco mais de controle sobre a situação.
Filhote de harpia na Floresta Nacional de Carajás fotografado com uma lente 17mm e com uso de controle remoto e monitor. - Foto: João Marcos Rosa
Filhote de harpia na Floresta Nacional de Carajás fotografado com uma lente 17mm e com uso de controle remoto e monitor. – Foto: João Marcos Rosa
A terceira via é a da presença in loco. Estar ali cara a cara com o animal, estabelecer uma relação de confiança e respeito e claro, se aproximar de acordo com o que ele permitir. Esse tipo de imagem com certeza vai exigir do fotógrafo um imenso conhecimento sobre a espécie retratada, em certos casos muita paciência e na maioria das vezes um bocado de coragem. Dois exemplos recentes e com resultados incríveis são as reportagens produzidas pelo companheiro aqui de National Geographic Brasil Luciano Candisani sobre os jacarés-do-pantanal e as imagens feitas pelo homem do gelo Paul Nicklen sobre os pinguins–imperadores.
O resultado dessas técnicas são imagens que fazem com que o leitor se sinta dentro do ambiente daquele animal, ao seu lado.  Uma sensação de intimidade que pode trazer ainda mais emoção para o desfrute de uma grande reportagem. Como diria Rita Lee: Chega mais.
Ariranha fotografada de dentro da voadeira com uma lente 24mm - Foto: João Marcos Rosa
Ariranha fotografada de dentro da voadeira com uma lente 24mm – Foto: João Marcos Rosa
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Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
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HOJE APRENDI QUE VIVER É SER LIVRE, QUE TER AMIGOS É NECESSÁRIO, APRENDI QUE O TEMPO CURA, QUE LUTAR É MANTER-SE VIVO, QUE DECEPÇÃO NÃO MATA, QUE HOJE É REFLEXO DO ONTEM, QUE VERDADEIROS AMIGOS PERMANECEM QUE A DOR FORTALECE, QUE A BELEZA NÃO ESTA NO QUE TEMOS, MAS SIM NO QUE SENTIMOS! , E QUE O SEGREDO DA VIDA É VIVER,

LUTE, SONHE, PERDOE, CONQUISTE CADA SEGUNDO, POIS,
NA VIDA NÃO HÁ RETORNOS:
SÓ RECORDAÇÃO.

SE ALGUM DIA ALGUÉM LHE DISSER QUE SEU TRABALHO NÃO É DE UM PROFISSIONAL, LEMBRE-SE:
AMADORES CONSTRUÍRAM A ARCA DE NOÉ E PROFISSIONAIS CONSTRUÍRAM O TITANIC.
PORTANTO, ANTES DE RECLAMAR, LEMBRE-SE, NÃO SOU PERFEITO, MAS PROCURO A PERFEIÇÃO.




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