Cuidando Bem da Sua Imagem

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GIRO REGIONAL

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UM GIRO NO NORDESTE

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Você paga o salário destes políticos para que eles te xinguem

A política brasileira é um tanto quanto heterogênea no que tange à erudição de seus representantes. Há exemplos que vão desde a escolha rebuscada de palavras aos termos mais chulos do dicionário. De acordo com os anais da Câmara dos Deputados, a palavra “merda” já foi oficialmente pronunciada pelo menos 25 vezes por um orador no plenário da casa de leis desde 2002. Já o termo “porra” escapuliu 14 vezes das bocas dos parlamentares.
Um dos deslizes foi cometido pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP). Ao criticar a reforma da previdência proposta pelo governo Temer, o petebista afirmou que pesquisadores renomados não entendem “porra nenhuma” sobre a previdência.
Querem, na verdade, vender as dificuldades da Previdência para fazer o jogo deslavado da iniciativa privada. É isso o que querem. E digo isso até porque a Previdência Social não é deficitária, mesmo carregando nas costas todos os benefícios assistenciais e rurais.
Portanto, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, vamos colocar as coisas às claras e não ficar dependendo das contas do IPEA, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, de onde veio o Secretário-Geral da Previdência.
A GloboNews reprisou um programa três vezes, mostrando as dificuldades, sempre com a presença dos caras do IPEA, Paulo Tafner, Marcelo Abi-Ramia Caetano e Fábio Giambiagi. Do que é que esses caras entendem? Entendem de porra nenhuma! Eles são uns babacas! Eles são uns falastrões e vivem colocando a culpa no desgraçado do aposentado e da pensionista.”
 – Arnaldo Faria de Sá, 19/09/2016
Os impropérios não param por aí. As notas taquigráficas da Câmara dos Deputados registram também uma ofensa de Ivan Valente (PSOL-SP) ao presidente da CPI da Funai, Alceu Moreira (PMDB-RS). De acordo com o documento, o psolista chamou Moreira de “presidente de CPI de merda”. O registro aparece em meio a um tumulto que se armou no plenário no dia 16 de maio do ano passado, quando a casa votava a MP 758, de 2016, que alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim e da Área de Proteção Ambiental do Tapajós.
No plenário, a preocupação constante com o decoro parlamentar impede que os insultos sejam abundantes. Porém, do lado de fora do Congresso, a conversa é outra. Nas ruas e nas redes sociais, os episódios de desrespeito de políticos contra cidadãos se multiplicam.

Geddel “sua mãe” Vieira Lima

O ex-ministro da secretaria de Governo e atual presidiário da Papuda, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), tinha um estilo peculiar de lidar com internautas que o criticavam no Twitter. Maior conhecedor das progenitoras alheias da internet, a resposta do baiano para toda e qualquer crítica era “sua mãe”. Algumas vezes, a ofensa vinha acompanhada de outros termos pouco republicanos, como “babaca” e “otário”. Ao se defender de quem questionava sua postura, Geddel afirmou: “aqui as pessoas acham que tem o direito de dizer o que quer e não querem ouvir. Sou tuiteiro antigo”
Em um episódio que ganhou repercussão na rede de microblogs, um internauta questiona se o então ministro foi solidário com o deputado Eduardo Cunha. À ironia, Geddel respondeu: “não, me aquecia na casa da sua mãe”.
Ao ser cobrado pela Folha de S. Paulo, o baiano afirmou que não se manifestava em seu twitter como um ministro de estado, mas como mero tuiteiro. “Não será a primeira nem a última vez que respondo duro a quem, na minha avaliação, vai ali para me agredir. Quem me acompanha sabe que tenho vários debates civilizados no Twitter”, disse Geddel.
Alvo de diversas denúncias de corrupção, Geddel está preso em Brasília desde setembro do ano passado, quando a Polícia Federal apreendeu R$ 51 milhões em dinheiro em um apartamento em Salvador que ficou conhecido como “bunker de Geddel”.
Mesmo na prisão, Vieira Lima mantém o apetite por discutir, principalmente com Ricardo Saud (executivo da JBS) e Lucio Funaro (doleiro denunciado na Lava Jato), que também estão encarcerados na Papuda. Por questão de segurança, estão alocados em pontos diferentes do complexo; mesmo assim, trocam ameaças aos berros.
Segundo relatos divulgados pelo Estado de S. Paulo, o seguinte diálogo aconteceu na penitenciária:
– Saud, vou te matar!  (Funaro)
– Saud, também vou te matar. (Geddel)
– Cala a boca, seu gordo! (Saud)

Teve aquela vez que João Dória “xingou” um paulistano de “Lula”

Se há alguém na política que encarnou com força o discurso anti-PT e anti-Lula, esse alguém é João Dória (PSDB-SP). Eleito para a Prefeitura de São Paulo em primeiro turno com uma campanha recheada de ataques ao petismo, o empresário não baixou o tom após tomar posse como mandatário da capital paulista.
Em fevereiro do ano passado, o prefeito bem que tentou curtir o carnaval nas ruas de São Paulo, mas teve de enfrentar críticas e gozações dos foliões que ocuparam as vias da cidade. No bairro de Pinheiros, na parte rica da cidade, o edil foi recebido com gritos de “fora” e manifestações bem-humoradas, como a de uma moça fantasiada de muro pichado.
Quando estava prestes a ir embora, foi xingado por um cidadão e perdeu a paciência. Gritando “vem aqui”, o prefeito fez menção de partir para a briga com o sujeito que o ofendeu, mas foi contido por assessores. Antes de ir embora, “xingou” seu detrator de “Lula”, aos risos.

Romário perdeu a carteira de motorista e a paciência com seus seguidores

Em 2011, o então deputado federal Romário (Podemos-RJ) teve a carteira de habilitação apreendida após se recusar a fazer o teste do bafômetro em uma blitz da Lei Seca no Rio de Janeiro. O caso foi noticiado pelo jornal O Dia e levou o parlamentar a se explicar aos seus seguidores do Twitter. Ao se defender, o parlamentar disse que tinha o direito de não soprar o aparelho que mede o grau de alcoolismo dos motoristas.
O craque do tetra passou a ser criticado por seus seguidores e não deixou barato, respondendo às provocações. Cansado de ser atacado, perdeu o controle e distribuiu ofensas aos internautas.
Um cidadão escreveu para o parlamentar: “Essa lei não é feita para quem bebe, e sim para quem não pode pagar a multa. Você é muito safado.” Em seguida, veio a turma do deixa-disso, que se limitou a aconselhar que o político bloquear os críticos. Mas o peixe nunca foi de fugir da briga:

Esquecendo o significado de decoro, o baixinho respondeu: “Vou respeitar a tua família. Safado é você e vai lá praquele lugar bem escuro…” E seguiu tuitando: “Aqui é o seguinte, rápido e objetivo: fala o que quer e muitas vezes vai ouvir o que não quer!”
Mais recentemente, o senador resolveu assumir o posto de xingador de mães. Quando um seguidor o acusou de “palhaço” no Instagram, o camisa 11 rebateu de primeira: “palhaço é o c* da sua mãe, seu filho da p…”.

O prefeito que agrediu um eleitor por causa de uma provocação a Lula

Então prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho (PT), discutiu e puxou a camisa de um eleitor durante a chegada do ex-presidente Lula a um colégio da cidade para votar na eleição municipal de 2016. “Respeita o presidente, rapaz”, advertiu o prefeito, aos trancos. O jovem foi identificado como Paulo César Vieira da Costa, um inspetor de qualidade.

Ao ser entrevistado pela reportagem do UOL, Marinho ofendeu o eleitor: “é um babaca”. O inspetor gritou para o ex-presidente que queria “passar uma semana no triplex”, em referência ao apartamento do Guarujá pelo qual o ex-presidente foi condenado recentemente em segunda instância.

No interior de São Paulo, um vereador deu um tabefe em um cidadão em plena Câmara Municipal

Há dois anos, Luiz Vergara (PSB-SP), líder sindicalista e vereador de Franca, interior de São Paulo, foi o protagonista de uma cena que correu as redes sociais e o noticiário nacional. Em plena sessão plenária, o parlamentar abandonou a tribuna e se dirigiu a um cidadão que o criticava. “Eu vou dar um tapa na sua cara que cê vai ver, tá?” E assim o fez, com as costas da mão.

O tabefe foi endereçado ao marceneiro Hélio Pinheiro Vissoto, que cobrava explicações sobre a votação da lei de transparência. Após a agressão, o político disse que o munícipe mereceu ser tratado com violência e ainda registrou boletim de ocorrência por difamação. Porém, 16 dias depois, o vereador emitiu nota na qual lamentou o ocorrido e se disse arrependido.
Não adiantou pedir desculpas: Vergara foi impedido de participar das votações internas do PSB por 18 meses e levou uma suspensão de 60 dias dos trabalhos da casa de leis de Franca.

E tem o Roberto Requião

Senador pelo MDB do Paraná, Requião é um dos principais representantes da esquerda nacionalista e desenvolvimentista brasileira. E também é umas das figuras mais rudes de todo o espectro partidário do país. Ele é capaz de falar com seus seguidores assim:

Longe do decoro parlamentar, o paranaense usa de palavras como “imbecil”, “idiota”, “sua mãe” e ofensas diversas sobre a capacidade intelectual de quem ousa discordar de seus vaticínios.

Quando foi relator do projeto de lei de abuso de autoridade, suas ofensas passaram a ganhar destaque e logo foram parar no noticiário nacional. Ao chamar manifestantes de “muares e equinos”, mandando-os comer alfafa, o parlamentar não sustentou as palavras após elas ganharem repercussão e apagou seus tuítes.

Se engana o contribuinte que acha que as ofensas saem barato. Integrante da Comissão Especial Extrateto do Senado, que foi responsável por investigar salários acima do teto constitucional, Requião recebe quase duas vezes o teto: além dos R$ 33,7 mil que recebe como senador, também ganha outros R$ 30,4 mil de aposentadoria de ex-governador. Apesar da incoerência, não há ilegalidade no recebimento dos valores.

Até deputado “desconstruído” recorre ao ódio

Há cinco anos, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) recorreu ao insulto contra um de seus seguidores que discordava da criminalização da homofobia proposta pelo parlamentar. Para Jean, é “mais que burrice” – “é o fim do mundo!” – que um homem “negro e gordo” se posicione de maneira contrária a um projeto “anti-discriminação de minorias”. O “ódio do bem” do psolista gerou grande repercussão nas redes sociais.

A discussão era referente ao Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, que propunha a criminalização dos preconceitos motivados pela orientação sexual e pela identidade de gênero, equiparando-os aos demais preconceitos que já são puníveis por lei. A proposta chegou a ser aprovada pelo plenário da câmara baixa, mas acabou sendo engavetada pelos senadores.
Ofender quem não concorda não chega a ser uma novidade para o ex-BBB. Em mais de uma oportunidade, Jean chamou seus discordantes de ignorantes. No ano passado, por exemplo, ele pegou o microfone do plenário da Câmara para dizer que os colegas de parlamento autores de uma moção de repúdio à exposição Queermuseu eram burros e não entendiam nada de arte. O pronunciamento gerou uma discussão infantil entre Jean e o Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) nos microfones da casa.

Em uma entrevista à TV Câmara, o parlamentar já declarou que é contra a realização de um plebiscito para decidir sobre o casamento gay. Segundo ele, a população não é “bem informada” sobre o assunto e tomaria uma decisão errada. Para ele, o mesmo se aplica a temas como pena de morte e redução da maioridade penal.

Nem a Maria do Rosário escapa

Outra que recorre ao “ódio do bem” é a deputada Maria do Rosário (PT-RS), famosa pela discussão que teve com o deputado Jair Bolsonaro em 2013, quando ele a chamou de “vagabunda” quando ela afirmou que ele incentiva o estupro por meio de seus discursos “mesmo sem ter consciência disso”.
Em 2016, o tuiteiro Anderson Pereira questionou  a deputada por sua defesa do ex-presidente Lula. O jovem afirmou que as conquistas do governo petista não são justificativa para corrupção e que a parlamentar em breve visitará Lula na prisão. Em bom tom, Rosário disse que visitará o petista no Planalto. O jovem riu: “da Papuda ou de Curitiba não dá pra se candidatar”. Foi aí que o ódio do bem consumiu a deputada, que mandou Pereira procurar sua turma, que, “de certo deve ser das mais racistas”.

“Ladrão é a p… que pariu”

No final do ano passado, o site O Antagonista divulgou um vídeo no qual o deputado federal Carlos Marum (PMDB/MS), atual ministro da Secretaria de Governo, discute com seus eleitores em uma rua de Campo Grande, após ter sido xingado de ladrão por um casal de motociclistas, quando deixava a sede regional do partido. “Ladrão é a p* que pariu”.
E tem mais: o parlamentar montou no carro e foi atrás de quem o ofendeu, para revidar: “Vocês são vagabundos. É isso que eu quero lhes dizer”, respondeu Marun. “Você é vagabundo, e você é vagabunda. É isso”, prosseguiu apontando para ambos. “Aprende a respeitar quem você não conhece, seu m…”, finalizou.

Recentemente, o ministro fez comentários escrachados aos  jornalistas que criticaram o vídeo que mostra a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) – escolhida pelo presidente Michel Temer para assumir o Ministério do Trabalho – em uma lancha rodeada de quatro homens sem camisa, afirmando não dever nada. Marun chamou os jornalistas de “talebãs”, e afirmou que o que é mais importante não está sendo discutido.
“Muita gente bate bumbo pela liberdade, mas na verdade são uns talebãs (sic) enrustidos. Queriam que ela tivesse de burca, eu acho, lá na praia. Na praia a gente anda assim. Eu não sei vocês. Vocês vão de quê? De quimono? De burca? Eu devo confessar a vocês que quando vou à praia vou de calção de banho”, disse o ministro, fazendo ironia ao afirmar que os jornalistas, hoje em dia, “são baluartes da moral e dos costumes e da roupagem adequada.”

Tem até prefeito mandando munícipe tomar naquele lugar

Quem também não tem paciência com cidadão intrometido é Otto Magalhães (vulgo “Dr. Otto”), prefeito do PCdoB da cidade de Poções, no sul da Bahia. Em 2016, o edil foi filmado quando ofendia um grupo de manifestantes contrários à derrubada de árvores em uma praça próxima a sede Prefeitura.
“Diga que mandei tomar no c…! Viadinho que vier querer barrar a obra do município eu mando tomar no c…, e enfrento eles de qualquer jeito. Pode dizer pra eles que o prefeito mandou tomar no c… Aqui tem homem nessa p…, não tem viado não”.

A divulgação do vídeo pode não ter caído muito bem para o eleitorado de Poções. Ao disputar a reeleição naquele ano, Otto foi derrotado por Léo (PTB), atual prefeito da cidade, por uma margem de 418 votos.

“Vagabundo” é que nem água no vocabulário de ofensas

Após receber inúmeras reclamações sobre a sujeira nas ruas do bairro de Ocian, o prefeito da Praia Grande (SP), Alberto Mourão (PSDB), vistoriava uma praça quando um morador gritou da janela de um dos prédios que estava tudo sujo. Foi aí que o tucano abriu o bico: “Desce aqui, seu vagabundo, desce seu vagabundo, tá com medo? Desce aqui que eu quebro a tua cara”.

Em entrevista ao G1, o prefeito disse que parte do lixo havia sido jogado por funcionários de um estabelecimento próximo. “Soube que foi um comerciante que fechou o boteco e deixou ali na frente. Então, quer dizer que o cara fecha o boteco, o comércio, e joga o lixo na frente na praça? Não é certo né?”, indignou-se.
Foi aí que ele disse ter ouvido que a sujeira era o espelho da cidade. “Aí eu me ofendi. Aquilo quem faz são eles, que desceram e colocam o lixo lá. Eu não sabia quem era, pois o cara não apareceu. Eu falei para ele descer”. O prefeito admitiu que cometeu um excesso, mas disse que não tem sangue de barata: “Eu sofro também. Eu tenho minhas depressões de manhã, eu tenho meus dissabores”, confessou.

Gilberto Kassab que o diga

Foi com empurrões e gritos de “sai daqui” e “vagabundo”, que o então prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (ex-PFL, atual PSD) expulsou um cidadão de uma unidade de saúde que inaugurava, em 2007. Atual ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o político arrastou o manifestante para fora da unidade, sob os olhares atônitos de assessores e guardas civis.
O cidadão em questão era Kaiser Paiva Celestino da Silva, que protestava contra a Lei Cidade Limpa, que proibiu outdoors na cidade. Ao ver Kassab, o empresário – dono de uma gráfica que produz faixas e cartazes – decidiu reclamar. Ele estava no posto de saúde para uma consulta agendada.
Na versão de Kassab, o cidadão estava gritando na recepção. “Sai daqui! Respeita doente!”, bradou o prefeito.

Eleitor que critica é “babaca”

No final do ano passado, o prefeito de Palmas e pré-candidato a governador do Tocantins, Carlos Amastha (PSB), revelou que a paciência com quem o critica não é seu ponto forte.  Um seguidor comentou na página do prefeito no Facebook que ele deveria se preocupar com a Polícia Federal, em referência ao inquérito que o indiciou por corrupção passiva, associação criminosa e cobrança indevida de IPTU.
Sem pestanejar, Amastha disse que o cidadão era um “babaca” e se defendeu. “Leia o inquérito e encontre uma vírgula errada na minha atuação…Não me confunda com seus bandidos preferidos”, rebateu. A seguir, o socialista despejou uma série de críticas ao seu detrator, assegurando que ele é “eleitor dos bandidos”.

Tem político que não perdoa nem as velhinhas

Em março do ano passado, Valter Suman (PSB) – prefeito do Guarujá (SP) – se envolveu em briga com uma idosa, moradora da cidade, no Facebook. A munícipe iniciou a discussão ao fazer um comentário ofensivo ao filho do mandatário, Lucas Mota Suman.
A senhora criticou o jovem, que marca presença constante nas redes sociais, compartilhando posts e opiniões sobre a gestão de seu pai. “Lucas Mota Suman, pede para o papai te fazer uma lavagem cerebral, pois tá com muita m…”, escreveu a aposentada.
O edil tomou as dores de sua cria e entrou em um “bate boca” virtual com a idosa. “É muita falta de educação, imbecilidade e estupidez para uma senhora de sua idade! Sua halitose deve ser fétida”.
Ao G1, o prefeito confirmou a autoria de seus comentários e se defendeu. “Uso as redes sociais para debater ideias, aceitando sugestões e críticas. No entanto, tudo tem limites, especialmente quando envolve a família. De que forma ofender a família do prefeito vai contribuir para o desenvolvimento da cidade? É evidente que não contribui em nada”, argumentou Suman.
Também por conta do projeto de abuso de autoridade, recebeu críticas do juiz Sérgio Moro. Ao jornal O Globo, o magistrado afirmou que “ninguém é favorável ao abuso de autoridade”, mas que “é necessário que a lei contenha salvaguardas expressas para prevenir a punição do juiz (…) pelo simples fato de agir contrariamente aos interesses dos poderosos”. Para Moro, a redação do projeto de lei, assinado por Requião e Renan Calheiros (PMDB-AL) “não contém salvaguardas suficientes”.
Em uma entrevista à Rádio Bandeirantes, o senador paranaense partiu para a ofensa. “Eu diria que o Moro andou fumando erva estragada porque o meu projeto não diz isso. Meu projeto não criminaliza o erro, que é corrigido em instâncias superiores. O projeto diz que a interpretação divergente, necessariamente razoável, ou seja, a lei diz não, a interpretação não pode dizer sim, não será punida. Ela deve ser necessariamente razoável e fundamentada. Eu jamais iria punir um equívoco de interpretação de um juiz”, disse.

Spotniks


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Procuradoria pede condenação de Moura e devolução de verba desviada


(Foto: Reprodução / Internet)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou as alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF), de três ações penais contra o líder do governo e Deputado Federal André Moura (PSC).
Moura é apontado como responsável pelos crimes de formação de quadrilha e peculato tipificado como de responsabilidade de prefeito, de 2005 a 2007, por desvios de recursos do município de Pirambu, em Sergipe.
A PGR pede a condenação, ressarcimento aos cofres públicos e o pagamento do triplo do valor das verbas desviadas a título de danos morais em favor da população de Pirambu. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, lembra que Moura foi prefeito do município por dois mandatos consecutivos (1997 a 2004) e ainda conseguiu eleger Juarez Batista dos Santos, seu sucessor. Em depoimento à polícia civil, o novo prefeito afirmou que o prefeito “de fato” continuava a ser André Moura e seu grupo. Era ele o responsável pela indicação dos secretários municipais.
Segundo Juarez, Moura pedia repasses sistemáticos de dinheiro e favores em proveito próprio. “Com a conivência de Juarez Batista dos Santos, André Luiz Dantas Ferreira [André Moura] continuou a ter poder de decisão na prefeitura, definindo as pessoas que seriam nomeadas secretários municipais, e utilizando a máquina administrativa em favor de seus interesses políticos e pessoais”, afirma Dodge no documento.
Entre as concessões feitas por Juarez dos Santos ao grupo de Moura, a PGR elenca a entrega de dinheiro em espécie do erário municipal, a disponibilização de linhas telefônicas exclusivas e a compra de comida e bebidas para uso privado de André Moura. Juarez dos Santos disse que, em 2006, Moura exigiu repasse superior a R$ 1 milhão. Com isso, o então prefeito passou a interromper os desvios que fazia cumprindo ordens de André Moura e, segundo ele, passou a receber ameaças. Juarez relatou que um vigilante de sua casa levou um tiro de raspão em uma tentativa de assalto, que ele acredita ter ocorrido a mando de Moura.
Ações penais 
As alegações finais utilizam provas coligadas em três ações penais. A 974 trata da formação de quadrilha e da apropriação de gêneros alimentícios, comprados no comércio local e pagos com recursos públicos, para André Moura; a ação penal 973 versa sobre a utilização de linhas telefônicas com o pagamento das respectivas contas pela prefeitura de Pirambu; a 969 recai sobre o uso de veículos e servidores do município que trabalhavam como motoristas para André Moura.
Nota à imprensa
Ao contrário das alegações da PGR quanto ao deputado federal André Moura (PSC/SE), informamos que toda a prova testemunhal e material arrolada ao processo indica não ter havido qualquer interferência do parlamentar durante o mandato de seu sucessor na Prefeitura de Pirambu (SE).
Nos autos, também se comprova, pela prova colhida pelo STF, com a oitiva de dezenas de testemunhas, inclusive de acusação, que o deputado não ocasionou qualquer desvio de dinheiro público, tampouco exigiu que isso fosse feito por terceiros, conforme alega a PGR.
Além disso, o denunciante e ex-prefeito da cidade, em depoimento prestado à Polícia Federal há quase dois anos, afirmou que tais repasses de dinheiro jamais ocorreram e que não possui qualquer prova de suas alegações contra André Moura, feitas em 2007. A petição, portanto, não trouxe qualquer novidade. Neste sentido, a PGR cumpre o seu papel ao repetir acusações feitas há mais de dez anos, antes da fase de produção das provas que inocentam o deputado.
Por fim, a Assessoria Jurídica do deputado ainda será intimada para apresentar suas alegações finais, rebatendo ponto a ponto as alegações da PGR.
Brasília, 15 de fevereiro de 2018.
Assessoria de Comunicação
Deputado federal André Moura
Jornal de Sergipe

Qual o futuro de Sergipe no Senado com Jackson e Maria?


(Foto: Reprodução / Internet)

Após uma gestão desastrosa, o governador de Sergipe, Jackson Barreto, já é considerado por muitos pré-candidato ao Senado.
Aos 73 anos de idade, Jackson não desistiu da vida política, apesar de ter pedido em programa de TV, para os eleitores não votarem nele caso tentasse concorrer a algum cargo.
Mesmo com um índice de rejeição altíssimo, Jackson vai tentar a vaga no Senado. Se eleito, será que ouvirá o povo sergipano nas votações? Ou seguirá os passos de Maria do Carmo? Maria é conhecida por se ausentar das votações. Será que Sergipe terá um senador atuante em prol da sociedade?
Jornal de Sergipe

SERGIPE: Pacientes que lutavam contra câncer morrem a espera de tratamento


(Foto: Reprodução / Infonet)

Dois pacientes oncológicos que lutavam contra o câncer morreram desde que as sessões de radioterapia foram interrompidas, no último dia 15 de janeiro. Um problema no aparelho resultou na interrupção do tratamento.
Para a Infonet, a presidente do Grupo Mulheres de Peito, Sheila Galba, informou que 40 pacientes ainda aguardam uma solução por parte do Hospital. “Dois pacientes já faleceram, e aí a gente pergunta: será que isso não aconteceu porque o câncer se agravou nesse período?”, questiona.
No Facebook, uma postagem foi publicada no Grupo Mulheres de Peito: “30 dias e a máquina de radioterapia do Hospital Cirurgia continua quebrada”.
Em nota, a assessoria de Comunicação do Hospital Cirurgia informou que “a chegada do engenheiro responsável pelo conserto e manutenção da máquina de Radioterapia está prevista para amanhã, a fim de que possa ser feita a substituição da válvula que faz o controle do fluxo de água para a emissão dos feixes, e assim o problema seja resolvido”. Sobre a Quimioterapia, assessoria informou que “houve um bloqueio financeiro de 400 mil reais pelo Ministério Público do Trabalho, o que inviabilizou o pagamento à Clínica terceirizada, responsável pelo tratamento dos pacientes. O Jurídico do Hospital está tentando o desbloqueio para que possam ser regularizados os pagamentos dos prestadores, inclusive da Clínica”.
Jornal de Sergipe

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Drones são apreendidos pela polícia nos três primeiros dias de Carnaval



Os equipamentos não possuíam liberações necessárias para funcionamento
Dois drones que operavam de forma irregular foram apreendidos pelas polícias Militar e Civil durante os três primeiros dias de Carnaval em Salvador. Os equipamentos estavam sendo utilizados no circuito Dodô (Barra/Ondina). 
Os operadores dos drones recolhidos não possuíam as liberações emitidas pelas agências Nacional de Aviação Civil (Anac) e Nacional de Telecomunicações (Anatel). Outros dois equipamentos foram apreendidos, mas liberados depois que os policiais constataram que os responsáveis portavam a documentação dos dispositivos e estavam regularizados. 
"Além das irregularidades junto aos órgãos competentes, as aeronaves não possuíam autorização junto ao sistema de controle de acesso ao espaço aéreo, cedida pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea)", explicou o coordenador do Centro de Controle Operacional da Polícia Civil no Carnaval, delegado Jorge Figueiredo, por meio de nota da Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP-BA).
Também por meio de nota, o tenente-coronel da PM Renato Lima, comandante do Grupamento Aéreo da PM, informou que a fiscalização da utilização de drones deve ser feita quando a operação do equipamento coloca em risco a segurança de um voo tripulado. "Desde 2015 que promovemos anualmente um encontro com operadores de drones para esclarecer sobre as regras e regulamentações para a utilização dos equipamentos de forma segura e responsável”, contou o tenente-coronel.
CORREIO DA BAHIA

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Estes são os 8 políticos mais ricos do Brasil e aqui está a origem de suas fortunas

 André Spigariol
No apagar das luzes de 2017, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Michel Temer que permitia financiamento ilimitado de políticos para suas próprias campanhas eleitorais. Isso porque, ao sancionar a lei, Temer riscou do texto o dispositivo que limitava as doações eleitorais de pessoas físicas a 10% dos rendimentos declarados pelo doador. Com isso, caso o veto fosse mantido, poria fim também ao teto para o autofinanciamento de campanhas pelos candidatos.
Antes mesmo da derrubada do veto, partidos como PSB e Rede foram ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a possibilidade de candidatos a cargos públicos financiarem integralmente suas campanhas eleitorais.
O argumento principal é que o autofinanciamento compromete a igualdade de chances dos candidatos vencerem um pleito. O PSB aponta que, em média, campanhas vitoriosas custam 15 vezes mais que as derrotadas, citando o exemplo de João Dória, que teve patrimônio declarado próximo de R$ 180 milhões.
Quanto mais dinheiro um candidato tem mais ele investe na própria campanha e, como consequência, mais chances terá de vencer a disputa eleitoral. Isso transforma as disputas eleitorais em verdadeiro leilão, situação na qual vence quem pode pagar mais” – Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB.
Ao mesmo tempo, é notório que diversos integrantes da classe política estão entre as pessoas mais ricas da nação. No entanto, não é trivial medir essa riqueza: o banco de dados do TSE com as declarações de patrimônio de pessoas que disputam eleições – única base de informações consolidadas sobre a riqueza dos políticos – é um instrumento incompleto, visto que está sujeito a erros e omissões dos candidatos e à não-atualização dos valores.
Ou seja: como as regras tributárias da Receita Federal permitem que uma pessoa declare parte de seus bens (como imóveis) de acordo com o valor pago na aquisição, não existe obrigatoriedade de corrigir esse patrimônio pelos valores de mercado até a data de sua venda, o que pode gerar grandes defasagens, como bem apontaram reportagens da Folha de S. Paulo e da Carta Capital. Fora isso, a imprensa já divulgou amplamente os casos de candidatos “falsos milionários”, que erram nos zeros quando preenchem a declaração de bens.
A declaração, no entanto, pode ser um bom ponto de partida. Foi a partir dela que a Folha identificou, no início de 2018, o crescimento anormal do patrimônio do clã Bolsonaro na política. Os dados do TSE, no entanto, revelam que a família do ex-capitão do Exército está bem longe das primeiras posições do ranking de políticos mais ricos do país, como fica claro na lista abaixo.

1. Lirio Parisotto

Eleito como segundo suplente de senador, na chapa do amazonense Eduardo Braga, Lirio Parisotto entrou para a política em 2010, como financiador da campanha. Prática tradicional da política brasileira, milionários costumam chegar ao Senado como suplentes, onde fazem um acordo com seus candidatos para exercerem parte do mandato sem que precisem batalhar por votos.
No entanto, esse não é o caso de Parisotto, que ainda não teve chance de assumir o mandato. Isso porque a primeira suplente da aliança é Sandra Braga, esposa de Eduardo. Ela ocupou a cadeira em 2015 e 2016, no período em que o titular esteve no Ministério de Minas e Energia do governo Dilma.
A fortuna de Lirio Parisotto (estimada em US$ 1,6 bilhão pela Forbes) começou a se formar quando, em 1988, ele fundou a Videolar, que viria a se tornar uma das maiores empresas da indústria fonográfica brasileira. Em 2002, entrou para o setor petroquímico, inaugurando a primeira indústria do segmento na Região Norte dedicada à produção de poliestireno, um material plástico usado como matéria prima pela Videolar e diversas indústrias instaladas no Polo Industrial de Manaus.
Atualmente, o mercado petroquímico é o foco de atuação da Videolar-Innova, nome que a empresa passou a utilizar após a compra da Innova Petroquímica em 2014. A firma opera quatro instalações industriais de alta tecnologia: três no Polo de Manaus e um no Polo de Triunfo (RS).
Enquanto isso, Parisotto vem multiplicando sua fortuna no mercado de ações: seu portfolio inclui papéis de bancos, mineradoras, companhias de energia, siderúrgicas e corporações que pagam altos dividendos. Além disso, possui títulos do Tesouro Nacional e imóveis por todo o Brasil.
O empresário também esteve no centro de uma polêmica nacional após ter agredido Luiza Brunet, sua ex-namorada, durante uma viagem a Nova Iorque em maio de 2016. Na ocasião, a modelo teve quatro costelas quebradas e uma lesão no olho esquerdo. Pelo crime, o senador suplente foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em junho do ano passado: terá que prestar serviços comunitários por um ano e ficará sob vigilância por dois anos. A sentença, porém, aguarda julgamento de recurso apresentado pela defesa de Lirio.

2. Blairo Maggi

Conhecido como “Rei da Soja” e homem mais poderoso do agronegócio brasileiro, o atual ministro da Agricultura elegeu-se senador pelo PR em 2010, quando declarou à Justiça Eleitoral ser dono de um patrimônio R$ 152,4 milhões. Multiplicando a cifra apenas pela inflação acumulada no período, são mais de 239,7 milhões de reais em valores atuais. Além de senador e ministro, Blairo foi governador do Mato Grosso entre 2003 e 2010. Em 2005, venceu o inglório troféu “Motosserra de Ouro” do Greenpeace, tornando-se também o “rei do desmatamento”.
Em 2015, Maggi alcançou pela primeira vez a lista de bilionários da revista Forbes, com fortuna da ordem de 1,2 bilhão de dólares. Fundador do Grupo Amaggi, atua nas áreas de sementes, insumos para plantio de soja, produção agrícola (algodão e milho, além de soja), pecuária, fertilizantes e químicos, processamento de soja, transporte fluvial, administração de portos e produção de energia.
Segundo o BNDES, desde 2008 empresas do Grupo Amaggi já captaram mais de R$ 288 milhões em empréstimos públicos para financiar seus investimentos. Em 2016, a revista Exame considerou a Amaggi a 39ª maior corporação do Brasil em volume de vendas líquidas.
Como governador, Maggi formou a base de apoio do segundo governo Lula. No Senado, continuou apoiando o PT, principalmente no primeiro mandato de Dilma Rousseff. No entanto, após a reeleição da presidente, passou a criticar o governo e engrossou o coro pelo impeachment. Após isso, deixou o PR e passou para o PP, integrando o governo Temer.
Em setembro do ano passado, o ministro foi alvo da Operação Malebolge, da Polícia Federal. De acordo com denúncia oferecida pela Procuradoria Geral da República, Maggi solicitou ao então presidente do BicBanco, José Bezerra de Menezes, que fizesse empréstimos ao ex-secretário Eder de Moraes para cobrir um rombo de R$ 130 milhões deixados pela gestão de Blairo como governador de Mato Grosso (MT).
“Entre 2005 e 2014, vários empréstimos foram realizados perante a instituição financeira BicBanco com finalidade diversa da contratualmente estipulada. Os recursos provenientes dos empréstimos foram utilizados para pagamento de dívidas políticas e eleitorais dos investigados e posteriormente quitadas, de forma dissimulada, com a utilização de pessoas jurídicas diversas, ligadas ao grupo político de Blairo Maggi e Silval Barbosa”, denuncia a PGR.
Em nota, o ministro de Temer afirmou que nunca utilizou meios ilícitos em seu governo e classificou as acusações como mentirosas. “Nunca houve ação, minha ou por mim autorizada, para agir de forma ilícita dentro das ações de Governo ou para obstruir a justiça. Jamais vou aceitar qualquer ação para que haja ‘mudanças de versões’ em depoimentos de investigados. Tenho total interesse na apuração da verdade”, afirma.
Um dos elementos centrais da investigação é uma carta-fiança de R$ 5 milhões assinada por Blairo e dirigida ao BicBanco. O documento foi apreendido na residência de Eder de Moraes e dava garantia a um dos empréstimos fraudulentos solicitados pelo grupo por meio de uma empresa de pavimentação.

3. Newton Cardoso

Ex-governador de Minas Gerais e ex-deputado federal, Newton Cardoso é um dos políticos mais conhecidos de seu estado, um dos principais nomes do MDB. Está na política desde 1973, quando assumiu a prefeitura de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Sua ascensão está intimamente ligada ao grupo Magnesita, no qual trabalhou desde jovem até se tornar sócio da companhia. Para os donos da mineradora, “Newtão” era praticamente um filho adotivo.
Seu patrimônio sempre foi assunto de muita especulação na imprensa, mas pouco comentado pelo empresário até 2002. Desde então, passou a construir publicamente uma narrativa de empreendedor de sucesso, numa tentativa de justificar seu enriquecimento.
Em 2013, ele foi condenado pela 2ª Vara da Fazenda Pública de Contagem por improbidade administrativa cometida durante seu último mandato como prefeito de Contagem (1997-1998). A ação, movida pelo Ministério Público do estado, acusa Newton de ter firmado contratos irregulares com uma entidade assistencial presidida por sua ex-mulher.
A mesma decisão também condenou Walter Cardoso, irmão do deputado, a devolver R$ 15 milhões aos cofres públicos por desapropriação irregular de um imóvel em Contagem. A Justiça entendeu que houve um processo jurídico simulado para a desapropriação de 514 mil metros no bairro Piraquara, em Contagem. Na avaliação do juiz, o parentesco entre os dois irmãos foi ocultado quando o terreno foi comprado da Caixa Econômica Federal, quando Newton Cardoso era governador. O processo foi homologado em 1997, quando o peemedebista já estava à frente da prefeitura.
Em outro processo, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve, em segunda instância, uma condenação contra “Newtão” por improbidade administrativa. Desta vez, ele foi denunciado pelo MPMG pelo uso indevido de um helicóptero do Governo do Estado em 95 viagens com fins particulares entre os anos de 1999 e 2002, quando o acusado era vice-governador. Segundo o MP, o prejuízo aos cofres do estado pode chegar a R$ 600 mil. Publicada em 2015, a decisão do TJMG enquadra o político na Lei da Ficha Limpa, mas ainda cabe recurso.
Um episódio caricato do esforço de Newton para consolidar sua imagem de homem rico por méritos próprios se deu em 2009, quando uma reportagem da Revista Veja obteve um vazamento de documentos sigilosos do processo de divórcio do ex-governador, que foi casado durante 34 anos com Maria Lucia Cardoso, também ex-deputada federal pelo PMDB. Na ação, Maria Lucia acusava o empresário de ocultar um patrimônio avaliado em R$ 2,5 bilhões de reais.
Irritado com o vazamento, Newton convocou uma coletiva de imprensa na qual, com palavrões e termos chulos, descreveu os bens que compõem seu patrimônio. “Minha fortuna é muito maior que o que eles falaram”, declarou. Aos jornalistas, ele afirmou possuir 145 fazendas (uma delas com dois poços de petróleo), 145 carros, dois apartamentos nos Estados Unidos, um hotel em Paris, um refúgio em Roma, um apartamento na capital francesa, uma praia e duas ilhas (uma na Bahia e outra em Angra dos Reis). Um ano depois, o magnata concorreu à Câmara pela última vez. Ao TSE, no entanto, ele declarou que era dono de uma fortuna bem mais modesta: R$ 77,8 milhões.
A denúncia de Maria Lucia confirma o modus operandi de Cardoso para ocultar seus bens. Sua forma mais comum de fazer isso era com a abertura holdings empresariais, atribuindo às subsidiárias delas a posse de seus bens. Com isso, o político dificultou o rastreamento de seu patrimônio pela Receita Federal. Isso também era possível ao fundar empresas em paraísos fiscais, que guardam sigilo sobre o nome dos sócios. Esse artifício foi usado, por exemplo, para esconder uma participação que tinha na mineradora Magnesita, líder na produção do mineral de mesmo nome, que é usado na produção de aço.
Além disso, Maria Lucia afirmou que seu ex-marido guarda dinheiro na Suíça. Em 1995, Newtão vendeu o jornal Hoje em Dia à Igreja Universal e recebeu parte do pagamento em uma conta bancária aberta na cidade de Fribourg em nome da empresa Panka Espace. Lucia conta que seu ex-marido recebeu o restante devido pela Universal em dinheiro vivo das mãos do bispo Edir Macedo.
Segundo dados da Receita Federal, seu CPF aparece no quadro societário de 12 empresas. Uma delas é a Companhia Siderúrgica Pitangui, inscrita na dívida ativa da União com um débito de R$ 48,7 milhões. A empresa é presidida pelo filho do magnata, o deputado federal Newton Cardoso Jr. Relator do Refis (programa de refinanciamento de dívidas do Governo Federal) no ano passado, o parlamentar incluiu no texto da lei a previsão de descontos de até 99% dos juros e multas dos valores em atraso.

4. Marcelo Beltrão de Almeida

Tendo declarado ao TSE ser dono de um patrimônio de R$ 740,4 milhões em 2014, quando fracassou na tentativa de se eleger senador pelo MDB do Paraná, Marcelo Almeida é figura frequente na lista dos candidatos mais ricos das eleições. Exerceu o cargo de vereador em Curitiba por dois mandatos e, na condição de suplente, alcançou uma vaga na bancada paranaense da Câmara dos Deputados nas duas últimas legislaturas. Engenheiro civil, filiado atualmente ao PV, o político é filho de Cecilio do Rego Almeida (falecido em 2008), fundador do grupo CR Almeida.
Criada nos anos 1950, a CR Almeida chegou a ser considerada uma das quatro maiores empreiteiras do país, responsável pela execução de grandes obras de rodovias e ferrovias durante o regime militar. O episódio mais conhecido de Cecilio envolve a apropriação irregular de uma fazenda de 4,5 milhões de hectares de terras públicas no Pará, o maior caso de grilagem do mundo. O terreno, equivalente ao tamanho de Bélgica e Holanda juntas, era ocupado irregularmente por uma das empresas do Grupo CR Almeida. Em 2011, a matrícula da chamada Fazenda Curuá foi anulada pela Justiça Federal.
Dos R$ 740 milhões declarados por Marcelo, 676,5 (91%) estão em cotas da empresa paranaense Participare Administração e Participações, ligada ao Grupo CR Almeida, da qual ele possui 20,5% das ações e divide o controle com seus irmãos. A companhia, por sua vez, é acionista majoritária da Primav, que controla a concessionária de estradas EcoRodovias. De acordo com a Receita Federal, a Participare possui capital social de R$ 6,1 bilhões, o que significa que as cotas de Marcelo valem cerca de R$ 1,2 bilhão.
Entre 2010 e 2012, a EcoRodovias captou R$ 287,2 milhões junto ao BNDES. O dinheiro foi usado para financiar projetos de expansão da empresa e reequilibrar as contas da concessionária com seus credores. A Primav também participa do consórcio responsável pela construção da Linha Bronze do monotrilho de São Paulo, que ligará a capital paulista à região do ABC, mas a obra ainda não saiu do papel.

5. João Claudino Fernandes

Segundo suplente do Senador Ciro Nogueira (PP-PI), “Seu João” é um dos homens mais ricos e conhecidos do Piauí, estado onde construiu sua fortuna antes de entrar no PRTB de Levy Fidelix para concorrer na chapa de Nogueira em 2010. O empresário é dono do Grupo João Claudino, um dos maiores conglomerados do país. Seu portfólio de atuação vai desde lojas de departamentos a fábricas de colchões e bicicletas. Ao todo, são 16 firmas sediadas em Teresina. Em 2010, Claudino declarou ao TSE que era dono de R$ 623,5 milhões. De acordo com a declaração, 96% da fortuna se concentra em ações ou cotas de capital de empresas ligadas ao Grupo Claudino.
Em 2015, a Construtora Sucesso, empreiteira do Grupo Claudino, foi citada entre as 100 principais ações de combate à corrupção realizadas pelo Ministério Público naquele ano. A Sucesso é ré no processo que denuncia irregularidades na utilização de recursos federais destinados à construção do aeroporto Internacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato (PI). Os repasses do convênio totalizaram R$ 12,8 milhões.
A Sucesso é também a responsável pela realização de outras obras públicas no nordeste brasileiro. Em 2009, por exemplo, a companhia assinou contratos de R$ 289 milhões com o Governo do Estado. Em 2012, a empreiteira firmou dois contratos com o Governo Federal, num total de R$ 155,3 milhões. De 2002 a 2014, a construtora de Seu João recebeu R$ 33,3 milhões em empréstimos do BNDES.
O empresário é pai do ex-senador João Vicente Claudino (PTB-PI), candidato derrotado ao governo do Piauí em 2010.

6. Ronaldo Cezar Coelho

Nas bases de dados do Tribunal Superior Eleitoral, há uma presença constante no topo da lista de candidatos mais endinheirados. Sempre que se candidata, o banqueiro carioca Ronaldo Cezar Coelho aparece com patrimônio vistoso e sempre declarado de maneira detalhada. Entre ações, obras de arte e investimentos no exterior, o  irmão do comentarista Arnaldo Cezar Coelho era detentor de uma fortuna de R$ 553,3 milhões em 2014, quando era o primeiro suplente da chapa de Cesar Maia para o Senado.
Forte de dinheiro, mas fraco de campanha, Coelho ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados em quatro legislaturas; seu último ano de mandato foi em 2007. Foi constituinte pelo PMDB e, depois, ajudou a fundar o PSDB, pelo qual se elegeu outras três vezes. Para compor a chapa com Maia, o magnata trocou o tucanato pelo PSD.
No ano passado, uma reportagem da Folha de S. Paulo apontou que o banqueiro foi o operador de caixa 2 de José Serra no exterior durante a campanha presidencial de 2010. Segundo o jornal, Cezar Coelho recebeu R$ 23 milhões da Odebrecht em uma conta na Suíça.  Os repasses, que entraram no programa de repatriação de recursos do Governo Federal, seriam um reembolso a Coelho por ele ter adiantado o pagamento de despesas da campanha tucana.
Em 2004, a Polícia Federal descobriu que o então deputado havia enviado R$ 197,9 milhões ao exterior entre 1999 e 2002, por meio de contas CC5. A quantia é equivalente a meio bilhão de reais em valores atuais. Naquela época, as CC5 eram conhecidos meios de evasão de divisas. Os titulares das contas CC5 não pagavam impostos e podiam transferir o saldo para o exterior sem nenhuma taxação. Segundo a declaração de bens de Coelho, 33% (R$ 180,6 milhões) de seu patrimônio está protegido nas Ilhas Virgens Britânicas.

7. Tasso Jereissati

Senador pelo PSDB do Ceará, Tasso é o ilustre representante de uma das famílias mais ricas do nordeste brasileiro. Em 2014, seu patrimônio era de R$ 389 milhões, o maior entre os eleitos para o Senado naquele ano. Do total, mais de 82% da fortuna se concentra em ações, sendo que mais da metade dos bens estava reunida em papéis de duas empresas: a Calila Investimentos e a Calila Participações.
A Calila Investimentos é uma das acionistas da Renosa, controladora da Solar BR, a segunda maior fabricante do grupo Coca-Cola no Brasil. Em 2016, a Renosa teve lucro de R$ 387 milhões e seu patrimônio líquido consolidado era de R$ 4,2 bilhões. Neste mesmo ano, a companhia teve uma Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) de R$ 892,9 milhões. Para efeito de comparação, a distribuidora da Coca-Cola na região sul foi comprada pela FEMSA por R$ 3,5 bilhões, tendo registrado Ebitda de R$ 335 milhões naquele ano.
Além da Coca-Cola, Tasso tem parte de sua fortuna construída no ramo imobiliário, através do Grupo Jereissati. O senador possui participação em shoppings centers administrados pela Jereissati Centros Comerciais, com destaque para o Iguatemi de Fortaleza (CE). Em 2015, a JCC declarou lucro de R$ 140 milhões e patrimônio líquido na casa de R$ 476 mi.
Para sua campanha de 2014, Tasso arrecadou R$ 8,7 milhões em doações, sendo R$ 2,6 mi oriundos de seu patrimônio próprio, diretamente ou através das empresas que possui. Com R$ 1 milhão, a Contax foi a segunda maior doadora; à época, a companhia tinha participação acionária de Carlos Francisco Jereissati (irmão do senador), que foi um dos donos da Oi e é sócio da rede de shoppings Iguatemi.
Conduta vedada a parlamentares, Tasso é também proprietário de duas emissoras: a TV Jangadeiro, afiliada ao Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) no Ceará, e a FM Jangadeiro, rádio FM de Fortaleza.

8. Otaviano Olavo Pivetta

Outra figurinha carimbada na lista dos políticos milionários é Otaviano Olavo Pivetta (PSB), ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, que governou a cidade em dois períodos: 1997-2004 e 2013-2016. Em 2016, concorreu à reeleição, mas foi derrotado por Luiz Binotti (PSD) por 242 votos. Fundador do grupo Terra Santa Agro, um dos maiores produtores de grãos do Brasil, Pivetta chegou a ser o maior acionista individual da companhia e membro do conselho de administração. Em fevereiro do ano passado, ele vendeu todas as suas ações da corporação.  De acordo com o TSE, seu patrimônio é de R$ 359,6 milhões.
Seu nome é relacionado no quadro de sócios e administradores de outras 12 empresas no Brasil. Segundo sua declaração de bens, seu maior patrimônio está na Agropecuária Margarida, localizada em Nova Mutum (MT). A empresa, de acordo com o BNDES, já recebeu empréstimos públicos de R$ 14,8 milhões desde 2012.
Na última eleição, Pivetta foi declarado inelegível pelo TRE-MT, que se baseou num parecer do TCU que incluía seu nome em uma lista de gestores públicos flagrados em mau uso de verbas federais. A irregularidade residia na compra uma ambulância no valor de R$ 110 mil, sendo R$ 56,9 mil do veículo e R$ 53 mil dos equipamentos para utilização como serviço de saúde móvel através de convênio, de 2002, com o Ministério da Saúde. O contrato, que foi identificado como superfaturado, foi parar na Operação Sanguessuga.
Por conta dessa aquisição, Pivetta foi denunciado pelo MPF em 2008 por peculato e fraude em licitação. Em janeiro do ano passado, o ex-prefeito foi absolvido pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que considerou que não havia provas da participação de Pivetta no esquema das sanguessugas.


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Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
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