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GIRO REGIONAL

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UM GIRO NO NORDESTE

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Fome e racionamento de água por causa de seca no Sertão



Dona Deló é uma dos dois milhões de paraibanos que racionam água para poder sobreviver
(Foto: Taiguara Rangel/G1)
O homem e o gado lutam pela sobrevivência em uma das secas mais rigorosas dos últimos 30 anos na Paraíba, segundo os agricultores. Os cadáveres e ossadas dos bichos mortos de fome e sede acumulados nas estradas chegam a formar cemitérios de animais a céu aberto no Sertão do estado. Quase dois milhões de paraibanos sofrem com a falta de comida e o racionamento de água e muitas vezes tiram do próprio sustento para a sobrevivência dos animais.
Este é um dos retratos da seca que afeta os nordestinos. Na zona rural de Monteiro, no Cariri do estado, a agricultora Helena Deodato da Silva mora há mais de 40 anos no sítio Várzea Limpa. ‘Dona Deló’, como é mais conhecida na região, tem 77 anos e sobrevive graças à ajuda de vizinhos. Com o que resta de esperança, ela aguarda a chegada chuva.
Dona Deló (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Apesar dos espinhos do Mandacaru, Dona Deló
agradece o cactáceo oferecido por vizinhos
(Foto: Taiguara Rangel/G1)
A torturante rotina da idosa se estende desde o início do ano. A plantação está deserta onde antes havia apenas alguns pés de palma. “Seca igual a essa eu nunca enfrentei, porque antes tinha pelo menos algo para dar aos bichos. A última chuva na região foi em fevereiro, de lá para cá nem um pingo caiu. Por isso a gente não tem mais nem palma sobrevivendo nesse sol e nem consegue plantar nada porque não dá. Os vizinhos de vez em quando me ajudam. Me deram esse mandacaru, estou capinando ele para retirar os espinhos e dar ao gado”, contou a agricultora.
Seus animais estão morrendo lentamente, três já se foram somente nos últimos meses, e em seu terreno não nasce mais nada que possa servir de ração para o gado. “Tenho que ter esperança de chuva. Se não escapar dessa vez, minha vida termina por aqui. Não vou sair da minha terra. Só saio direto para o cemitério”, garantiu.
O G1 viajou 1,5 mil quilômetros cortando o interior da Paraíba, percorreu 7 cidades e acompanhou o sofrimento de paraibanos que enfrentam a seca vivenciada por habitantes dos 195 municípios que estão há quase um ano em situação de emergência, devido à estiagem.
Criadores esperam até três meses para conseguir uma única saca de ração para o gado nos armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Enquanto a maioria convive com a escassez das chuvas, o açude de Coremas, maior reservatório de água do estado, esvazia sua capacidade e está de comportas abertas para o abastecimento do Rio Grande do Norte, segundo o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs).
Animais aproveitam o resto de água que ainda há em alguns barreiros (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Animais aproveitam o resto de água que ainda há em alguns barreiros (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Poços artesianos, raros açudes particulares já enlameados e carros-pipa ajudam a abastecer as comunidades. No solo ressecado, nem mesmo a palma forrageira, planta cáctea que se desenvolve na mais rigorosa das secas, está sobrevivendo. Com a falta de chuvas, agricultores na região de Patos estão dando ao gado para beber água de esgoto, oriunda do rio Espinharas.
Manoel Tavares costuma dividir a água de seu açude, mas agora a seca ameaça até a ele (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Manoel Tavares costuma dividir a água de seu
açude, mas agora a seca ameaça até a ele
(Foto: Taiguara Rangel/G1)
Na zona rural de Conceição, no Sertão paraibano, pequenos açudes particulares garantem a subistência de 18 mil habitantes. “Todo mundo em Conceição vem buscar água no meu açude. Já secou muito e não tem outros. Vou esperar até o fim do mês ajudando porque gosto de todos, mas não ganho nada com isso. Quase não tem mais água nem para minha família e não vou deixar que continuem pegando água até que chova de novo, não posso fazer nada”, disse o agricutor Manoel Tavares de Menezes, de 78 anos, morador do sítio Lagoa Nova.
Um dos açudes que abastece o município de Monteiro, no Cariri do estado, está com apenas 1,6% da sua capacidade. “Esse açude só sangrou em 1986, no ano em que eu nasci. Até semanas atrás ainda vinha carro-pipa buscar água, mas agora só tem lama e ninguém tira mais nada”, agricultor Ricardo Gonçalves, 26 anos, sobre o reservatório.
Meteorologia
De acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa-PB), as regiões do Cariri, Curimataú e Sertão do estado são as mais atingidas e registraram 62% abaixo da média histórica no período chuvoso, que é de 1.880 milímetros no somatório das três regiões. “Entre fevereiro e maio, a análise constatou que o Alto Sertão ficou 48,6% abaixo da média, o Cariri/Curimataú ficou 78,9% abaixo e o Sertão com 58,7% inferior ao índice histórico”, afirmou a meteorologista Marle Bandeira.
A fraca precipitação pluviométrica é comparada à intensa seca registrada em 1998, quando o clima paraibano foi afetado pelo fenômeno ‘El Niño’ e foi registrado 70% abaixo da média histórica. “As condições eram diferentes. Em 2012, foram as condições do oceano Atlântico Sul que estava com águas mais frias que a média. Com isso houve o desvio negativo de chuvas”, pontuou a especialista. Em dezembro a Aesa realiza reunião onde irá elaborar previsão climática para 2013.
Do G1 PB

Água potável em regiões mais afastadas virou artigo de luxo



Os Estados da Bahia e Paraíba têm 454 cidades em situação de emergência por conta da seca. São 259 municípios baianos e 195 paraibanos. Mais de três milhões de pessoas já foram afetadas pelas consequências da prolongada estiagem.
A venda de água potável em algumas regiões mais afastadas se tornou um negócio lucrativo. Em algumas cidades não chove desde março de 2011. Chega-se a cobrar 60% a mais do que o comum por uma garrafa. No sertão paraibano, um carro pipa custa R$ 200, o que dificulta que algumas famílias consigam ter acesso. Um galão pequeno custa R$ 18.
Em Bernardino Batista, no sertão paraibano, para encher uma caixa de água é necessário pagar R$ 50. Os agricultores não conseguem alimentar os bois e não raramente eles são encontrados mortos. Alguns criadores queimam diversos animais já sem vida de uma só vez para evitar o mal cheiro e a proliferação de doenças.
Na Bahia, a Coordenação Estadual de Defesa Civil informou que houve perda de 25% de tudo que se foi plantado no Estado. Algumas cidades decretaram emergência pelo baixo nível dos reservatórios e outros pelo aumento do número de focos de incêndio. Em alguns casos, não existe água nem para apagar as chamas.
Cerca de 75% do território paraibano e 65% do baiano estão com os decretos de emergência vigentes. Em algumas áreas existe a previsão de chuva para dezembro, mas em outras não deve chover mais neste ano.
Com R7

Violência toma conta da Zona Rural



Desde a última segunda-feira ( 19), os moradores da Zona Rural da cidade de Camalaú vivem um clima de terror.
Após o assalto a casa do agricultor José Maurício Costa de 40 anos, localizada no sítio Roça Velha , mais uma casa foi invadida por meliantes.
Por volta das 18:00 horas da noite desta quinta-feira ( 22), três indivíduos invadiram uma residência localizada no sítio Garrote pertencente a Francisco Alves de Siqueira de 67 anos.
Os meliantes começaram a agredir a esposa de Francisco e ao tentar reagir atirando contra um dos bandidos com uma espingarda calibre 36 acabou sendo morto com dois tiros na cabeça.
Os assaltantes continuam foragidos e a polícia realiza buscas pela região, mas segundo a delegada Vanderléia Gadi já existem suspeitos.
De Olho no Cariri

PROINVESTE e a incapacidade administrativa do governo Marcelo Déda




Atualmente os sergipanos estão presenciando um acalorado debate entre situação e oposição acerca da aprovação do PROINVESTE (Programa de Apoio ao Investimento dos Estados). Politicagem a parte, precisamos ir além do que se vê - como diria Bastiat - e analisar o que possivelmente está por trás do PROINVESTE, além de uma observação do atual ambiente em que o estado está imerso: um contexto de dívidas, falta de planejamento e improvisação administrativa e nas tomadas de decisões. 
Um empréstimo de R$ 727 milhões, de forma sucinta, esse é o PROINVESTE. Segundo o governo, os recursos arrecadados através desse empréstimo serão utilizados em investimentos estruturantes, em construção de rodovias, urbanização, nos perímetros irrigados e distritos industriais em vários municípios, ampliando a infraestrutura produtiva necessária ao aumento da competitividade da economia sergipana1.
No entanto, as finanças do estado se adequam a realidade que o governo quer. Discurso do caixa baixo para diversos aumentos de servidores e caixa suficiente para adquirir um empréstimo robusto.
Se a atual gestão estivesse cumprindo com o seu dever de casa como bom gastador, esse dinheiro oriundo do PROINVESTE não seria necessário, ou seria com um valor bem menor. Isso porque a administração liderada por Marcelo Déda já captou a quantia de R$ 1,2 bilhões em empréstimos variados2, querendo com seu apetite ideológico insaciável de bom demagogo mais recursos em prol de uma elasticidade maior para realização de obras a seu bel prazer.
Ou seja, Sergipe está endividado. No começo do mandato do atual governador o estado possuía uma dívida de R$ 829 milhões, valor este acumulado até então em toda a história política do estado. Durante os anos de 2007 e 2008 o governo não contraiu nenhum empréstimo.

No final de 2008, Nilson Lima deixou a secretaria da Fazenda do Estado com R$ 1 bilhão em caixa.

A partir daí, o estado passou a ter dificuldades financeiras, contraindo sucessivos empréstimos totalizando R$ 1,2 bilhões. Como se não bastasse, anseiam por mais R$ 737 milhões.
Essa desvairada gestão petista não está acostumada ao planejamento, seja ele global ou em qualquer secretaria. Como diz o ditado popular, a oportunidade faz o ladrão. Diante da possibilidade concedida para aumentar ainda mais o endividamento do estado, os gestores de plantão simplesmente não sabem de forma concreta como cada centavo do que estão pedindo serão gastos. Na última proposta de orçamento apresentado na Assembleia Legislativa apenas mais da metade do valor, cerca de R$ 400 milhões, tinham destino já sabido, porém, pasme; todo o empréstimo é para obras insignificativas na perspectiva estratégica e possuíam um contexto operacional, obras essas que deveriam ser executadas com os recursos próprios do estado, e não com um empréstimo expressivo. A outra metade do dinheiro não tinha destinação nenhuma, ou seja, nem os próprios gestores sabiam o motivo por que estavam requerendo o empréstimo.
Essa improvisação só ressalta a falta de um planejamento estratégico no governo de Sergipe, as obras e decisões são tomadas de acordo com a circunstância, e não há nenhum plano conhecido de levantamento das reais necessidades a serem sanadas pelo governo nas diversas áreas como saúde, segurança, educação, infraestrutura e geração de renda. Um exemplo real disso são as obras insignificantes e dessincronizadas realizadas pela atual gestão, resultado de um forte impulso político ou oportunista para que essas obras sejam realizadas.


E é dessa forma que os empresários lobistas, principalmente da construção civil, terão sempre interesses no aumento dos gastos do governo. Quanto mais dinheiro, mais obras estilo “elefante branco” serão realizadas para passar a falsa sensação de efetividade do governo, exemplo disso são as clinicas da saúde espalhada por todo estado, dinheiro jogado nas contas de empresas da construção civil para realizar clínicas onde já existem e onde ficarão fechadas por falta de recursos humanos e materiais, valor esse gasto em obras, mas creditado como saúde, enquanto isso falta remédios básicos no HUSE.
A má gestão dos recursos se estende em todos os ambientes do governo, um estado inchado e com várias secretarias torna o processo decisório mais burocrático e ineficiente, além de aumentar os custos. Há secretarias e órgãos fantasiosos na atual gestão, a exemplo da SEEIDES (Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social) e das fundações, que demostram como a improdutividade pode ser muito bem regada, e com nossos recursos. A falta de foco estratégico embaraça a lente de qualquer gestor e impossibilita uma gestão eficiente, os recursos alocados para áreas improdutivas fazem muita falta nos setores em que deveriam estar alocados. O que chamou atenção dos cidadãos sensatos e que comprova a efemeridade de alguns cargos dentro do atual governo foi quando Déda rompeu com os irmãos Amorins e de uma noite para outra colocou sete mil e quinhentos “funcionários” para o olho da rua. Em uma empresa estruturada, ou até mesmo em um estado bem administrado, esse fato não ocorreria, pois se existem tais cargos é porque os mesmos serão necessários para que todos os serviços a serem oferecidos para os clientes possam ser realizados da melhor maneira possível. Isso demonstra que os cargos são insignificantes e que com uma quantidade bem menor e mais engajada de cargos em comissão o estado poderia atuar, e bem.

Tudo isso está atrelado a falta de um planejamento estratégico do governo de Sergipe.

Ressalto mais uma vez a improvisação administrativa ocorrida durante toda a gestão de Déda até o momento, não há um planejamento, não se sabe o que ele irá fazer até o fim do mandato nem se todas as suas realizações foram ou serão de fato benéficas para o estado.
Um planejamento coeso estabelece aonde a organização quer chegar e quais serão os projetos para conseguir tal êxito. Engana-se quem pensa que isso só ocorre em empresas privadas, um exemplo de gestão focado no planejamento foi o realizado durante o governo de Aécio Neves em Minas Gerais. Esse planejamento foi capaz de retirar das cinzas um estado falido e torná-lo exemplo administrativo para todo o Brasil e isso tudo com medidas básicas e sem grandes empréstimos. Como toda pessoa sensata sabe, quando a crise financeira aperta a medida mais coerente é o corte de custos e se possível o aumento das receitas, para quem já está endividado, um empréstimo afundará ainda mais a já delicada situação financeira. Em Minas Gerais houve um salto da efetividade das funções dos governos percebidos pela sociedade em geral, prova disso é que Aécio se reelegeu governador, se elegeu senador, conseguiu eleger seu indicado político para o governo e também conseguiu êxito nas indicações para a prefeitura, conseguindo a vitória de quase todos os seus indicados. O caso de Minas Gerais com todos os detalhes e definições estão registrados no livro “O choque de Gestão em Minas Gerais”, obra essa que indico ao governador e a todos os seus secretários.
Como detalhado no livro e como todos os administradores sabem, toda gestão se faz em prol de quem está adquirindo o seu produto ou serviço, o cliente é quem diz como deve ser o produto e quanto está disposto a pagar. No setor público não é diferente e também não é diferente as medidas necessárias para que a situação do estado seja reestabelecida. Para o equilíbrio financeiro é necessário um corte nos custos dos variados serviços e cargos que não agregam nada ao estado, já as obras e projetos do governo terão que ter sua base real de necessidade. Em um estado pequeno como Sergipe isso pode ser feito colhendo informações dos gestores e cidadãos locais, além de uma consultoria interna com a participação do alto núcleo administrativo do governo para que essas decisões sejam traçadas e sincronizadas ao período de gestão e ao orçamento disponível, visando sempre as benesses durante e além do tempo em que ficarão no poder. Só assim será possível absorver quais serão as obras realmente necessárias e projetos a serem desenvolvidos.
Por fim, um estado tão pequeno como Sergipe deveria ser exemplo para todos os outros estados do Brasil, seu ambiente é propenso para experimentos administrativos e de fácil controle das ações a serem desenvolvidas. Dinheiro nenhum do mundo será suficiente para quem não sabe o que quer, muito menos o do PROINVESTE.

NE NOTÍCIAS

Shoppings vão cobrar pelo estacionamento em Aracaju

Funcionário diz que cobrança começa na segunda




Na Rede Ilha de Rádios, na manhã desta sexta-feira, 23, um funcionário de um dos centros de compras de Aracaju informou que os shoppings Jardins e Riomar vão cobrar pelo estacionamento a partir da próxima segunda-feira.

Os próprios empregados dos shoppings também pagarão pelo estacionamento, segundo o funcionário que pediu para não ter seu nome revelado.

NE NOTÍCIAS

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Prédio fica no meio de estrada após casal não assinar acordo






































Casal de idosos se recusou a assinar um acordo para permitir a demolição da residência. (Foto: China Daily/Reuters)

Um pequeno prédio ficou no meio de uma estrada recém-construída em Wenling, na província de Zhejiang, na China, depois que um casal de idosos se recusou a assinar um acordo para permitir a demolição da residência. O casal afirmou que a compensação oferecida era insuficiente para cobrir os custos da construção de uma nova casa.

Pequeno prédio ficou no meio de uma estrada recém-construída em Wenling. (Foto: China Daily/Reuters)
Pequeno prédio ficou no meio de uma estrada recém-construída em Wenling. (Foto: China 
Daily/Reuters)


Idoso observa da janela estrada contornando sua casa. (Foto: China Daily/Reuters)
Idoso observa da janela de casa a estrada contornando sua casa. (Foto: China Daily/Reuters)


G1

Aclamado nas ruas, Joaquim Barbosa é o primeiro presidente negro do Supremo



Relator do mensalão, Joaquim Barbosa assume hoje presidência do Supremo
Eleito no começo de outubro por nove votos a um, o ministro Joaquim Barbosa assume a presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quinta-feira (22). Será a primeira vez que um negro vai presidir a mais alta Corte do País.
Indicado para a instituição em 2003 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Barbosa tem 58 anos e vai cumprir dois anos de mandato como presidente do STF. A eleição do presidente da Corte ocorre por meio de um sistema de rodízio entre os integrantes da instituição, permitindo a alternância do poder.
A cerimônia de posse será às 15h (horário de Brasília) e vai contar com as presenças da presidente Dilma Rousseff; do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia; e do presidente do Senado, José Sarney.
Barbosa ficou famoso nas ruas por seu estilo implacável na hora de dar a sentença dos réus. Na eleição de outubro, Barbosa teve nove votos e Ricardo Lewandowski conseguiu um, o que o coloca na vice-presidência.
A presidência do Supremo chega a Barbosa exatamente no momento mais midiático da Casa, já que o julgamento do mensalão está em andamento. O ministro, inclusive, é o relator do processo, que tem Lewandowski como revisor.
Cabe ao relator coordenar, convocar testemunhas e estudar com mais profundidade o processo. Como é o que melhor conhece a ação, seu voto costuma ser seguido pela Corte, o que vem acontecendo no caso do mensalão. Com essa responsabilidade, Joaquim vem “condenando implacavelmente”, como diz um dos advogados dos réus do processo.
A postura firme de Barbosa lhe rendeu fama nas redes sociais e nas ruas. Quando foi votar, no primeiro turno das eleições municipais, foi tratado como celebridade no Rio de Janeiro e tirou fotos com fãs. Barbosa não reclama do assédio nas ruas. Pelo contrário, considera consequência natural do julgamento.
O ministro também acha graça das charges que amigos e funcionários mostram nas redes sociais. Nelas, aparece como super-herói, o herói do Supremo. Seus pares não falam sobre a repercussão positiva de sua imagem, mas colhem os frutos da boa fama que a Corte está conquistando com o julgamento graças ao desempenho de Barbosa.
Pobreza na infância
A história de Barbosa é que o faz ter o perfil positivo no imaginário popular. Filho de um pedreiro e de uma dona de casa, ele cresceu discriminado na pequena cidade mineira de Paracatu. Parte de um time de futebol só de negros, “Os bocapreta”, tem orgulho de lembrar que era no futebol que os meninos do seu bairro, negros e segregados pela pobreza, se destacavam.
Barbosa conciliou o ofício de ajudar o pai com os estudos. Mais adiante, a família se mudou para Brasília, e Barbosa foi cursar direito na Universidade de Brasília. Trabalhou na gráfica do Senado, foi oficial de chancelaria e aprovado no concurso de procurador federal.
A história, que já era considerada vencedora, mudou mais uma vez em 2003, quando foi indicado por Lula para compor a Corte. O próprio ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, hoje condenado por Barbosa, intermediou a sua indicação. É de Dirceu a carta que indica o ministro ao Senado.O processo de escolha também contou com a participação do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, hoje advogado de um dos réus do mensalão.
Fama de brigão
Apesar de ser mineiro, Barbosa não faz juz à fama de quieto de seus conterrâneos. Durante o processo do mensalão, trocou farpas com os colegas Lewandowski e Marco Aurélio Mello. Na troca de acusações, Marco Aurélio manifestou preocupação com o perfil de Barbosa quando assumisse a presidência.
Barbosa não deixou por menos e, na resposta, insinuou que Marco Aurélio está no Supremo por suas relações familiares. Aurélio é primo do ex-presidente Fernando Collor, que o indicou para compor a Corte.
Nos bastidores, o relator do mensalão costuma dizer que não se importa com essas inimizades. A postura não é a mesma diante de notícias que o desagradam. Leitor assíduo dos principais jornais do País, Barbosa fica atento e se irrita com reportagens ou entrevistas distorcidas. Por isso, e para resguardar sua função de ministro, explica que não dá entrevistas.
Nos bastidores do julgamento do mensalão, no entanto, Barbosa costuma explicar aos jornalistas os pontos que restaram dúvida no julgamento. Tudo em off. Ninguém está autorizado a divulgar o que fala.
Do R7

NA ESTRADA DA VIDA

Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto...

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