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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

VIAGEM: Sergio Costa: as janelas, o sexo e as drogas em Amsterdã


O recado luminoso na saída da estação central de Amsterdã é direto: “Ignore os traficantes de rua. Eles oferecem heroína branca como sendo cocaína. Três turistas morreram no hospital de overdose”. A mensagem está por toda a parte.
É o marketing do medo. As autoridades sabem que parte dos que visitam a cidade estão de olho na sua “permissividade”. É um diferencial competitivo como destino numa Europa tão cheia de História, civilização e atrações turísticas, aliás, como a própria Holanda.
Mas examinando bem a frase do luminoso, a gente esbarra no trecho “traficantes de rua”. Pressupõe a existência também de fornecedores ‘seguros’ de drogas. Pressupõe, não, porque já é sabido que existem lojas oficiais que vendem drogas lights aqui. Então melhor dizer que o termo do aviso ‘remete’, subliminarmente, a essas lojas - os populares coffee shops.
Se remete, informa à demanda que se o negócio dela é ficar doidona, melhor que o faça com alguma segurança e controle.
O capitalismo é simples. Se há demanda, existe oferta. Se existe oferta, há concorrência. Se há concorrência, melhor oferecer vantagens e apontar os riscos do concorrente. E recolher impostos.
(Aliás, um parenteses. O mercado é tão safo que sempre próximo aos coffees há uma vitrine de doces, chocolates, cupcakes, batatas fritas. São janelas elaboradas nos mínimos detalhes. Açúcar e mais açúcares coloridos, empilhados, montanhas de batatas amarelinhas e sequinhas, expostas como as meninas nos janelões do Red Light. Afinal, sabe-se lá o tamanho da larica desta molecada e é melhor atender a essa demanda também...)
E assim a Holanda capitalizou - é bem o termo - a transgressão contida no binômio sexo e drogas. Sim, porque além das drogas fumáveis e alguns tipos de psicotrópicos, também a prostituição é legalizada.
No lugar mais famoso da cidade, pau a pau com o museu Van Gogh, o Rijks e a casa de Anne Frank, o Bairro da Luz Vermelha, as moças ficam nas vitrines atraindo a clientela e exibindo quase todos os seus atributos. Todos, só pagando.
São janelões à moda da cidade - os holandeses amam janelas - onde mulheres de todos os tipos físicos e procedências, com lingeries ousadas e/ou extravagantes, vendem seu produto. Ou a fantasia.
Faz frio lá fora. Elas jamais poderiam se exibir assim na calçada, como na Pituba. E na garoa gelada desfilam centenas de pessoas, turistas, excursões, famílias, casais, amigos, turmas de jovens recém-saídos dos coffee shops, olhando as vitrines... como num shopping qualquer.
Amsterdã não tem uma gastronomia própria como Paris, a Toscana ou Madri. Não faz vinhos de alta qualidade, sua cerveja é famosa, mas a belga é melhor. Igrejas? Salvador tem mais. O que ela vende ao mundo é um certo estilo de vida.
Aí entram os janelões que os holandeses tanto amam. Se tudo está na vitrine em Amsterdã: as drogas, o sexo, a gula... Também está a vida dos holandeses. As janelas enormes com cortinas bem arrumadas e abertas exibem seus cidadãos em casa ou no trabalho, bem vestidos e penteados, com gestos milimétricamente calculados, expostos no meio de ambientes sofisticados e nem aí pra esta turma de chapados que lhes observa do frio da rua. Eles sabem que conseguiram organizar até sexo e drogas, além de faturar com isso, direta e indiretamente. O capitalismo, de besta, não tem nada.

PS: Num mundo tão bem organizadinho, quem esculhamba tudo? Acertou. Brasileiros. Um grupo de jovens, em passagem pela cidade, fez da frente da janela de uma sensual oriental no Red Light seu ponto de encontro. Eles ficavam ali toda noite, depois de fumar na cafeteria, bebendo cerveja com jovens russos (alguma coisa em comum?) e tomando conta da ‘chinesinha’ de calcinha. Cada vez que ela arrumava um cliente, o incauto levava uma sonora vaia na entrada, quem sabe para acelerar o desempenho e devolver logo a moça pra janela. A transgressão da transgressão legalizada. Hilário.
* Sergio Costa  é diretor de redação do Jornal CORREIO
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