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domingo, 28 de dezembro de 2014

Cuba e Estados Unidos: uma jogada no xadrez global

Comunidad Saker Latinoamérica
Adam Jones / Flickr
É certo que um passo de peso foi dado pelos governos de Cuba e dos Estados Unidos, se admitirmos, em primeiro lugar, as condições draconianas e cavernárias que a essência do bloqueio e do embargo continuam tendo. E da posição geral dos Estados Unidos em relação à questão cubana.

As distintas camadas de euforia e confusão atual, pela esquerda e pela direita, distorcem, des-interpretam o fato concreto. Perde-se a justa dimensão política. Porque a “normalização” não é de todo certa. Há apenas passos em direção a ela. E ninguém se preocupará em explicar a você o que é essa “normalização” em uma guerra permanente.
 
O dado em sincronia: o mínimo relaxamento (que parecia ser o início de algo mais amplo e extenso) vai na contramão do furor de sanções do 1% contra Venezuela, Rússia, Brics. Vai em sintonia exata com o plano do golpe parlamentar no Brasil e o crescimento da tensão e da incerteza Argentina adentro.
 
Visto assim, trata-se de uma sofisticação, uma atualização do modelo de sanções que torna absolutamente obsoleto neste tempo global, e que simplesmente é incompatível com as atuais leis do marketing e do consumo político.
 
Porque o laboratório ultrapolicial vai na contramão desta nova “liberalização” nas relações cubano-gringas; continuam sendo a mesma coisa. No fundo desta cadeia, existem várias jogadas que obedecem o labirinto imperial e que não se regem por qualquer motivação humanitária.
 
Nas sincronias em menor escala, e não por isso menos expressivas, Rajiv Shah, diretor da Usaid, a fachada operativa “comunitária” da comunidade de inteligência gringa, anunciou sua demissão do cargo do diretor. Renúncia “com sentimentos encontrados”, disse.
 
O wikidado Alan Gross e os cinco heróis: quem visitar o artigo da Wikipedia sobre o sujeito, verá o relato de um trabalhador social altruísta, cuja vocação humanista o levou a ampliar o acesso à internet para a comunidade judaica de Cuba, quando, na verdade, trata-se de um especialista em telecomunicações, que antes de ir a Cuba vinha do Iraque e do Afeganistão, onde estabeleceu redes paralelas de telecomunicação que, em 2009, foram reveladas após as investigações da inteligência cubana revelarem o tráfico de diversos equipamentos eletrônicos e audiovisuais.
 
A comunidade judaica em Cuba negou qualquer vínculo com o senhor Gross. Um agente de alto nível, sob o guarda-chuva da Usaid, responsável por uma parte importante de um plano que tem artistas na rede Zunzuneo e as recentes revelações de infiltração na comunidade de hip-hop de Cuba.


Por outro lado, os que falam sobre os cinco “espiões” cubanos não vão contar que se tratou de uma rede de contrainteligência antiterrorista que conseguiu desmantelar diversas operações e agressões contra a ilha, cujos objetivos se centravam no anticastrismo radical. Para compreender as proporções de outra de tantas épicas da Revolução Cubana, convém recorrer ao livro “Os últimos soldados da guerra fria”, do escritor e jornalista brasileiro Fernando Morais.
 
O dado smart power (fechar uma porta para abrir dez): um passo como este, tanto complexo como abarcante, oferece equilíbrio em outras frentes. A partir desta nova perspectiva, a matriz (spin, em inglês) é evidente: tendo os Estados Unidos “normalizado” relações, quem fica, segundo essa lógica, como o país desatualizado, isolado, com “ideologia caduca”? Evidentemente, com esta jogada, consolida-se e se concentra uma frente contra a Venezuela Bolivariana.
 
Mas é público e notório, Cuba e Venezuela, segundo a segundo a seção para Assuntos Hemisféricos do Departamento de Estado são tratados como unidade. A “tese” central de Rafael Poleo, a revista Zeta e as tendências mais pró-Miami sempre falam de “Venecuba”. Dentro desse sistema lógico prévio à sensatez, e sem contar com a capacidade da agência política do governo cubano, trata-se, de uma jogada absolutamente divisória, mas o objetivo e os propósitos continuam sendo os mesmos.
 
A administração Obama, em nome de seu partido, lançou um golpe de efeito para o futuro.
 
O dado império adentro: A partir do ano que vem, o Partido Democrata perde o domínio do Congresso e da Câmara Baixa. São fatos conhecidos, fatos previsíveis, os “métodos” de coerção do lobby anticastristas no seio do Partido Republicano com figuras como Ileana Ros- Lehtinen, Marco Rubio ou Lincoln Díaz-Baralt. Expressão da guerra de tendências dentro do labirinto imperial, o objetivo central é o voto latino nas eleições de 2016.
 
A novas gerações “cubano-gringas” parte de posições diferentes, menos atrasadas e cavernárias, e em grande medida aumenta a rejeição das figuras clássicas do anticastrismo. Flórida tem um peso eleitoral específico, o que chamam swinging state, um estado decisivo.
 
Na disputa por um mercado eleitoral específico, em eleições presidenciais em que a demografia da migração latino-americana (de primeira, de segunda e terceira geração) exercerá um peso determinante. Nesse mesmo rumo é que Obama defende a reforma migratória, que beneficiaria e naturalizaria amplos setores da população migrante que ainda está na ilegalidade.
 
O que demonstra e confirma o cinismo habitual é o fácil contraste entre essa política de lógica racial frente a tudo o que Ferguson e seus arredores descrevem.
 
O dado hipótese Missão Verdade: conforme já publicamos em outra oportunidade, o atual momento louco do capitalismo tem um reflexo expressivo na disputa pelo modo e pelo método com o qual os fatores formais do Estado norte-americano (rostos visíveis do Estado profundo) buscam impor as novas regras do jogo internacional.
 
Ação estratégica orientada fundamentalmente a reverter os centros dinâmicos dos novos blocos de poder emergente: por um lado Venezuela-Brasil-Argentina (escorado na Unasul, Celac, Alba e Mercosul), por outro, a Rússia, principalmente, a China por sua crescente posição na proposta euroasiática, em ambos os casos estão apoiados sobre a chave multipolar dos Brics. A jogada continua estando dentro das “regras do excepcionalismo globalizado”.
 
Estamos testemunhando uma atualização dos mecanismos, métodos e modos de intervenção. Toda harmonização neste momento é totalmente ilusória. Com o que já estão chamando de “normalização” no ambiente sociopolítico cubano, vão se inocular as mínimas condições operativas que puderam facilitar a ideia de uma “primavera cubana”, uma revolução de proveta.
 
O bloqueio ainda não acabou. Estamos apenas abrindo o placar.



Créditos da foto: Adam Jones / Flickr
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